quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Assunção de Nossa Senhora ao Céu

"Maria, semelhantemente a seu Filho, uma vez vencida a morte, foi levada em corpo e alma à glória celeste, onde, Rainha, refulge à direita de seu Filho, o imortal Rei dos séculos."
(Pio XII, Constituição Apostólica 'Munificentissimus Deus')



Após a subida de Jesus aos Céus, Maria devia passar ainda muitos anos na Terra.

Sem a presença visível de seu Divino Filho, Nossa Senhora devia exercer junto à Igreja recém-nascida, o papel de Mãe, que lhe havia confiado o Salvador. Era na Eucaristia que Ela encontrava consolação para as saudades enorme que sentia, desejando ardentemente reve-Lo.  Quanto mais se prolongava o exílio, mais aumentava o ardor de seus desejos! Soou, por fim a hora da bendita alegria e do triunfo, em que o próprio Divino Mestre veio buscá-la, para coroá-la nos Céus. Assim, a santa Mãe de Deus, por singular privilégio, subiu aos céus em corpo e alma. Esta extraordinária glorificação de Maria Santíssima, que a Igreja celebra no dia 15 de agosto.


Na festa da Assunção de Maria, vamos antes analisar o que é subir ao céu, o que é estar no céu em corpo e alma.


Deus em sua infinita misericórdia e bondade nos criou a fim de alcançarmos a eterna felicidade, ou seja, aquela que o próprio Deus goza. Mas quem sabe exatamente o que é esta palavra tão usada, conhecida e propagada = felicidade?

Se fosse possível a um martelo, ou uma agulha ter felicidade, esta consistiria no instante em que o martelo, que é feito para golpear o prego e fazer com que penetre, ou na madeira ou na parede, de modo que a =felicidade= do martelo se completaria no momento em que estivasse dando o golpe sobre o martelo.


O mesmo se diria da agulha se ela tivesse inteligência, já no momento quando o fio passasse no pequeno orifício e começasse a costurar a roupa, ia se completando a felicidade.

O mesmo se daria no mundo vegetal ou animal. Por exemplo, uma rosa, ela se pudesse, sentir-se-ia felicíssima quando fosse colhida e levada para o jarro, a fim de adornar uma mesa, um oratório, ou melhor ainda, uma capela. Quer dizer, a felicidade se dá, quando a finalidade para a qual aquele se realiza.


Todo ser humano foi criado para Deus, e é somente quando cumpre essa finalidade, na sua plenitude, é que alcança a verdadeira felicidade. Fomos criados para atingir esse objetivo e subir ao céu, como nossa Mãe e aí gozar da visão beatífica.



Assunta ao Céu: a suprema beleza de Maria

Vamos esclarecer alguns pontos à propósito deste mistério:

 1 - Por quê se diz assunção de Maria e, de Jesus diz-se Ascensão?

Porque a Jesus compete ter criado as forças para ascender ao céu, por isso se aplica a Ele o termo ascensão. Enquanto que com a Virgem Maria, a sua força depende da do Criador, está sujeita a Deus.

2 - Por outro lado é freqüente aparecer nas pinturas, esculturas representando Nossa Senhora sendo levada pelos anjos, quando subiu gloriosamente aos céus. Ora, há um inconveniente nessas representações, pois dão a entender que Ela não teria forças, por si só, para erguer-se ao céu; o que não é verdade. A teologia nos explica que Ela subiu por suas próprias forças, e não sustentada pelos Anjos.

Então, dizemos ter Maria, nossa Mãe, subido com sua própria força, porque a partir do momento em que se entra na visão de Deus, a alma unindo-se ao corpo, este se torna glorioso. É uma conseqüência inevitável. A glória do corpo vem da glória da alma, pois a alma é a forma do corpo, explica a teologia.

3 - Nossa Senhora subiu ao Céu com corpo glorioso. Este tem qualidades próprias. São qualidades do corpo glorioso: a agilidade (mover-se para todos os campos), ter impassibilidade (não estar sujeito à dor, doenças, etc.), ter subtileza (penetrar aonde queira) e ter claridade (fulgor, o esplendor da alma contagia o corpo).

Pela agilidade, em virtude da qual o corpo glorioso pode-se transladar com a velocidade do pensamento para onde queira, Maria Santíssima subiu ao céu por sua própria agilidade, sem necessidade de nenhum auxílio. Iam com Ela os Anjos da corte celeste, fazendo-Lhe guarda de honra, pois de ajuda não necessitava.

 Por que morreu a Mãe da Vida?

Em Maria Santíssima está a plenitude de graças e de perfeições possíveis a uma mera criatura. Segundo a bela expressão de Santo Antonino, "Deus reuniu todas as águas e chamou-as mar, reuniu todas as suas graças e chamou-as Maria". Desde toda a eternidade, o decreto divino estabelecia o singularíssimo privilégio de ser a Virgem Santíssima concebida livre da mancha original. Privilégio este próprio Àquela que geraria em seu seio o próprio Deus.

Essa morte de Maria, suave e bendita como um lindo entardecer, a Igreja designa pelo sugestivo nome de "dormição", para significar que seu corpo não sofreu a corrupção.

A Santíssima Virgem morreu de amor! São Francisco de Sales assim descreve esse sublime acontecimento:

"Quão ativo e poderoso (...) é o amor divino! Nada de estranho se vos digo que Nossa Senhora dele morreu, pois, levando sempre em seu coração as chagas do Filho, padecia- as sem consumir-se, mas finalmente morreu pelo ímpeto da dor. Sofria sem morrer, porém, por fim, morreu sem sofrer.

"Oh, paixão de amor!

O dogma


A verdade desta glorificação única e completa da Santíssima Virgem foi definida solenemente como dogma de Fé pelo Papa Pio XII, no dia 1º de novembro de 1950, com estas belas palavras:


"Depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, pronunciamos, declaramos e definimos que: A Imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial".

Ascensão de Nosso Senhor e Assunção de Maria


É comum haver certa confusão de conceitos a respeito da Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo e da Assunção de Nossa Senhora. O famoso teólogo Fr. Antonio Royo Marin elucida a questão:


Não é exata, portanto, a distinção que estabelecem alguns entre a Ascensão do Senhor e a Assunção de Maria, como se a primeira se distinguisse da segunda pelo fato de ter sido feita por sua própria virtude ou poder, enquanto a Assunção de Maria necessitava do concurso ou ajuda dos Anjos. Não é isso. A diferença está em que Cristo teria podido ascender ao Céu por seu próprio poder ainda antes de sua morte e gloriosa ressurreição, enquanto que Maria não poderia fazê-lo - salvo um milagre - antes de sua própria ressurreição.

Porém, uma vez realizada esta, a Assunção se verificou utilizando sua própria agilidade gloriosa, sem a necessidade do auxílio dos Anjos e sem milagre algum ("La Virgen María", pp. 213-214).

  
S. Roberto Belarmino exclamava: "Quem há, pergunto, que possa pensar que a arca da santidade, o domicílio do Verbo, o templo do Espírito Santo tenha caído em ruínas? Horroriza-se o espírito só com pensar que aquela carne que gerou, deu a luz, alimentou e transportou a Deus, se tivesse convertido em cinza ou fosse alimento dos vermes".

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Agosto - Mês Vocacional

No Brasil, a Igreja Católica instituiu o mês de agosto como sendo o mês vocacional.
Todos os anos, neste mês os fiéis são convocados para intensificar e promover orações e ações que favoreçam as vocações de um modo geral e cada uma em particular
A Igreja considera como sendo vocação, o chamado feito por Deus a cada indivíduo para a santificação.
Este chamado pode ser realizado em situações diversas e por isso são vários os estados em que a vocação pode desenvolver-se e alcançar o objetivo final dela: a santificação.
Neste sentido, a vocação para os ministérios ordenados deve ocupar a atenção dos fiéis durante todo o mês. A promoção deles é fundamental uma vez que os ministérios ordenados são indispensáveis para a Igreja.
Mas, os ministérios ordenados não são os únicos onde as vocações podem desenvolver-se, não são os únicos onde os fiéis podem levar avante a santificação para a qual cada homem foi criado. Neste mês, portanto, são também homenageadas, prestigiadas outras vocações igualmente importantes para a vida eclesial.
Dividindo o mês em semanas, em cada uma delas se destaca e enfoca um ramo dos diferentes "chamados de Deus".
Na primeira semana enfoca-se de maneira especial as vocações presbiterais e diaconais, situadas no âmbito do sacramento da ordem. Duas festas litúrgicas incentivam este enfoque: no dia quatro de agosto é a festa do presbítero São João Maria Vianney, patrono e modelo de sacerdote e párocos, e no dia dez comemora-se São Lourenço que foi diácono e santificou-se no serviço do altar e aos irmãos.

A segunda semana do mês de agosto é dedicada à vocação (chamado ) de Deus para a santificação dentro do sacramento do matrimônio. É nesta segunda semana são os pais que recebem uma atenção especial com a comemoração de seu dia.
A segunda semana é quando também inicia-se a Semana da Família. Nela a Igreja recorda e propõe orações para este outro modo de santificação dentro do seio da família. A Igreja lembra também a responsabilidade do chamado de Deus para a geração da vida, chamado para continuar com a obra criadora de Deus.
Nessa segunda semana a Igreja procura incrementar a ideia verdadeira de que ser pai e ser mãe, constituir família, é assumir um estado de vida dentro da Igreja, perfeitamente compatível com a santidade. E para tal deve ser a vida encaminhada.
Na terceira semana, a Igreja é motivada pela festa da Assunção de Nossa Senhora (15 de agosto), modelo de todos aqueles que dizem sim ao chamado de Deus.
Celebra-se, então, neste terceiro domingo a vocação religiosa. É proposta uma reflexão e uma meditação sobre as vocações religiosas e missionárias. A Igreja considera que esta seja uma ocasião propícia para recordar os também os vários chamados de Deus configurados em vocações também especiais: vida religiosa contemplativa vivida nos mosteiros, vida religiosa ativa desenvolvida nas várias frentes de pastorais e evangelizações.
 
A última semana do mês vocacional é dedicada especialmente para a vocação dos leigos. É neste período que são particularmente recomendadas reflexões sobre a vocação dos catequistas, verdadeiros pedagogos da fé. Neste período destinado às vocações laicais, a igreja não se esquece dos vários chamamentos que Deus faz, não se esquece das vocações para o serviço em outros ministérios eclesiais onde o papel realizado pelo leigo no mundo é fundamental. O leigo, vivendo no meio do mundo, pode chegar a em ambientes onde outros não vão. E é nesse ambiente que o leigo deve viver seu chamado, é onde ele deve santificar-se e propiciar a santificação de outros atendendo assim a vocação que Deus lhe fez.

No ano em que o mês de agosto tiver cinco domingos, no quarto domingo são recordados todos os ministérios leigos e no quinto o dia do catequista.

História

O mês dedicado às vocações surgiu logo depois do Concílio Vaticano II. O objetivo sempre foi de despertar a consciência das comunidades para a corresponsabilidade de todos diante da Vocação de todo batizado.
Foi em 1970 que surgiu a primeira experiência da realização do mês vocacional no Brasil. A experiência deu certo e a ideia foi cultivada em algumas dioceses. Em 1981, a Assembléia Geral da CNBB instituiu o mês de agosto como sendo mês vocacional para todo o Brasil.
Em 1981, há mais de trinta anos, durante a 19ª Assembléia Geral da CNBB, os Bispos aprovaram o documento "Vida e Ministério do Presbítero". Dai surgiu o documento"Pastoral Vocacional" (doc. 20 da CNBB). que estabeleceu o mês vocacional a nível nacional:
"O mês de agosto seja assumido, em todo o território nacional como mês vocacional, e a linha um dos Organismos Nacionais de Pastoral da CNBB, através do setor vocações e Seminários, coloque em comum as diversas iniciativas dos Regionais e Dioceses". (Doc. 20, n° 259). (JSG)

São Paulo - SP (Quarta-feira, 31-07-2013, Gaudium Press)

 

 

 

 
 

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Atividades entre pais, mães e filhos - Uma Caça ao Tesouro!



“Quem encontrou um amigo, encontrou um tesouro”, canta o livro do Eclesiástico. Quem de nós não deseja uma amizade verdadeira, estável, que a inveja não corrompe, suspeita alguma diminui e não se desfaz pela ambição?
Tal tesouro encontra aquele que o procura junto do Salvador. Nosso Senhor Jesus Cristo, Ele sim é O verdadeiro amigo, que a cada um de nós reserva uma fonte inesgotável de bondade, benquerença e misericórdia. Quem experimenta Sua Divina doçura, jamais sai decepcionado. Quem a Ele ama, recebe auxílio nas inevitáveis lutas da vida. Quem ao Salvador se entrega, fica a Ele semelhante.

Esta amizade salutar encontram aqueles que participam das atividades oferecidas aos fins de semana na residência dos Arautos do Evangelho.
No último fim de semana das férias, pais, mães e filhas, desfrutando do tesouro da boa amizade, após participarem da Santa Missa, puseram-se em busca de um outro tesouro.
 
 
 
Desta vez um “tesouro escondido”! Um baú recheado de deliciosos doces estava oculto a fim de que, ou pais, ou filhas, o encontrassem! O caminho era conduzido por pistas que indicavam o local onde estaria o baú. Ó surpresa! As crianças, ágeis e animadas, foram vencidas pelos pais, que encontraram o tesouro!

Após a atividade, reuniram-se todos para desfrutar do precioso achado. Afinal, “Viver é estar juntos, olhar-se e querer-se bem”!



Passeio ao Country Club

Alegria, união, fé e entusiasmo! Assim poder-se-ia resumir o programa de férias das participantes do Projeto Futuro e Vida. Jogos e passeios foram realizados, entre eles, uma tarde no Country Club de Nova Friburgo.

 
Num ambiente de muita satisfação, as jovens gastaram energias e aproveitaram as férias de uma forma sadia e benéfica não só para o corpo, mas também para a alma. esperam elas, agora, o início das aulas já ansiosas pelas atividades das próximas férias. Viveram com entusiasmo inesquecíveis momentos!


terça-feira, 23 de julho de 2013

Congresso Setor Feminino 2013!!!


Mês de julho é sempre ocasião de alegria para o Setor Feminino dos Arautos do Evangelho. O Congresso anualmente realizado traz a todas as participantes a oportunidade de um maior aprofundamento espiritual, verdadeiro desejo de santidade e crescimento no sincero amor a Deus, desejoso de traduzir-se em obras.
Na semana anterior à Jornada Mundial da Juventude, estiveram participando do XII Congresso um notável contingente de jovens provenientes de diversas nacionalidades, como: Portugal, Espanha, Estados Unidos, Canadá, Colômbia, Guatemala, República Dominicana, Paraguai, Argentina, Uruguai, El Salvador, e distintas cidades de nosso imenso Brasil.
 

Qual o tema abordado nesses abençoados dias? Indispensável para a piedade de todo católico, o assunto geral tratado no Congresso considerava a devoção à Santíssima Virgem, caminho seguro para a salvação.
 
 
As palestras, ricamente ilustradas com encenações teatrais, abarcaram um amplo período histórico sobre o tema: a revolta e a queda de Lúcifer no Céu; as prefiguras de Maria Santíssima no Antigo Testamento; Seu nascimento e exemplo de virtude; a mediação universal de Maria Santíssima; as ricas considerações feitas por São Luiz Maria Grignion de Montfort em seu livro “Tratado da Verdadeira devoção à Santíssima Virgem”.

 
 

O dia iniciava-se com a Santa Missa e bênção do Santíssmo Sacramento, transcorria com intensas atividades de espiritualidade e encerrava-se com mais uma Celebração Eucarística.

Em um dos dias, o Cardeal Rouco Varela, Arcebispo de Madrid e presidente da Conferência Episcopal Espanhola, esteve visitando o Monte Carmelo, residência generalícia do Setor Feminino dos Arautos onde realizou-se o Congresso, e dirigiu animadores e edificantes palavras à juventude ali presente, encerrando as mesmas com o canto da Salve Regina em gregoriano.

 
 
Seria impossível transcrever em palavras as incontáveis bênçãos derramadas pelo Salvador e sua Santíssima Mãe nesse período de Congresso. Talvez usando uma frase repetida por inúmeras jovens que vivenciaram esses momentos, seja possível ter uma idéia: “Sentimos-nos no Céu”






 

 

 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Santa Maria Madalena - Um exemplo de que o amor a Deus restaura TUDO


Para o amor de Deus, nada é impossível. E, no entardecer da vida, seremos julgados segundo o amor. Os Evangelhos nos contam a história de Madalena. Uma pecadora
que tanto admirou e amou Nosso Senhor Jesus Cristo que não só foi perdoada mas
que dela disse o Senhor: "em toda parte será contado em sua
memória o que ela fez". (Mat. 26, 13)
 

Dia 22 de julho a Igreja comemora a memória de Santa Maria Madalena.
Quem ouve o nome "Maria Madalena", na maioria das vezes, lembra-se da mulher pecadora e de má vida do Evangelho. Poucos se recordam que dela foram tirados sete demônios (Luc. 8,2) e que ela foi perdoada de seus numerosos pecados (Luc. 7,47- Mar. 16,9).

Muitos ignoram que ela arrependeu-se do mal que praticou. Esquecem que ela viveu uma vida de penitente, que foi uma grande Santa. E que santificou-se por amar intensamente a Deus.  Ninguém comenta que foi a propósito dela que Nosso Senhor disse: "Em verdade vos digo: em toda parte onde for pregado este Evangelho pelo mundo inteiro, será contado em sua memória o que ela fez". (Mat. 26,13) E... quem tem nela um exemplo de virgindade e pureza? Vejamos um pouco da história de Santa Maria Madalena.

As trê Marias e Santa Maria Madalena

O Papa São Gregório Magno, foi um zeloso reformador da Igreja, foi quem estabeleceu regras para o canto e cerimônias litúrgicas na Igreja e tornou-se mais conhecido como o criador do Calendário Gregoriano. Alé disso ele foi também um grande estudioso da vida dos santos e das Escrituras Sagradas.

São Gregório Magno afirma que Maria Madalena, Maria de Betania e Maria pecadora, citadas no evangelho, são a mesma pessoa. Por isso mesmo é que Santa Maria Madalena é, entre as mulheres, a que mais tem seu nome citado nos Santos Evangelhos.

 
 

         Ela nasceu em Magdala e viveu no século I. Conheceu Nosso Senhor, foi contemporânea de Nossa Senhora, dos Apóstolos, dos primeiros cristãos."E Lázaro (...) era seu irmão."(Jo. 11, 1-2).  Ela era irmã de Santa Marta e de Lázaro, a quem o Mestre Divino ressuscitou. "Lázaro havia caído doente em Bethania onde estavam Maria e sua irmã Marta. Maria era quem ungira o Senhor com óleos perfumados e Lhe enxugara os pés com seus cabelos" durante um banquete do qual Jesus participava.


Ela escolheu a melhor parte...

"Jesus andava pelas cidades e aldeias anunciando a boa nova do Reino de Deus. Os doze estavam com Ele, como também algumas mulheres que tinham sido livradas de espíritos malignos e curadas de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios." (Luc. 8,2)

Madalena foi a mulher a quem Jesus exorcizou.(Mar.16, 9). Depois disso, ela acompanhava Jesus, agradecida, contemplando sua divindade, amando a Deus, santificando-se. Santa Maria Madalena tinha uma alma admirativa e, por isso mesmo, era uma pessoa capaz de contemplar. Nas principais citações que o Evangelho traz dela sua admiração por Nosso Senhor fica destacada. E contemplar a Deus na Pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo foi um dos pontos altos de sua vida.

Sem dúvida, ela exercia tarefas que estavam destinadas às Santas Mulheres, contudo, em suas atividades ela procurava dar mais importancia ao "Deus das obras que às obras de Deus": ela havia escolhido a melhor parte... Esta afirmação está contida nos Evangelhos, são palavras do próprio Nosso Senhor: "Jesus estava em viagem, e entrou em uma aldeia e uma mulher chamada Marta o recebeu em sua casa. Marta tinha uma irmã chamada Maria que se assentou aos pés do Senhor para ouvi-lo falar. Marta toda preocupada com a lida da casa, veio a Jesus e disse: Senhor não te importas que minha irmã me deixe só a servir? Dize-lhe que me ajude. Repondeu-lhe o Senhor: "Marta, Marta, andas muito inquieta e te preocupas com muitas coisas; no entanto, uma só coisa é necessária; Maria escolheu a melhor parte, que lhe não será tirada." (Luc 10, 38-42)

Muito embora ainda fosse uma pecadora, ela já havia dado mostras de sua escolha pela admiração contemplativa. Isso ficou evidente naquele banquete onde outras pessoas estavam com Jesus e não viam nele o Filho de Deus, mas um homem inteligente, esperto, talvez predestinado e, no máximo, um profeta:

"Um fariseu convidou Jesus a ir comer com ele. Jesus entrou na casa dele e pôs-se à mesa. Uma mulher pecadora da cidade, quando soube que estava à mesa em casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro cheio de perfume; e, estando a seus pés, por detrás dele, começou a chorar. Pouco depois suas lagrimas banhavam os pés do Senhor, e ela os enxugava com os cabelos, beijando-os e os ungia com perfume.(Luc. 7, 36-38)

Na Via Dolorosa, no Calvário, ... de pé, com a Virgem Maria!

Esta mulher contemplativa esteve no Calvário. "Havia ali algumas mulheres (...) que tinham seguido Jesus desde a Galileia para o servir. Entre elas Maria Madalena." (Mat. 27, 55-56)  É certo que durante a peregrinação na via dolorosa Santa Maria Madalena esteve ao lado da Virgem Mãe de Deus, Nossa Senhora, a quem ela admirava e venerava afetuosamente e que naquela ocasião era quem mais sofria espiritualmente as dores pelas quais seu Divino Filho passava para a salvação dos homens. E essa, sem dúvida, foi uma ocasião oportuna que, aquela que muito havia pecado, encontrou para consolar quem nunca havia pecado.  No Calvário, quando todos fugiram, "junto à cruz de Jesus estavam de pé sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e... Maria Madalena."(Jo. 19,25).

Frutos do Amor a Deus

O amor contemplativo de Maria Madalena rendeu-lhe os melhores frutos. E estes frutos não foram só o perdão de seus pecados e a graça de seu insigne e exemplar arrependimento. Outras graças espirituais ainda lhe foram concedidas por causa de sua admiração e amorosa contemplação da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade encarnada na Humanidade Santíssima de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Talvez a maior das graças recebidas por ela tenha sido dada por ocasião da Ressurreição do Divino Salvador: "Tendo Jesus ressuscitado de manhã, no primeiro dia da semana apareceu primeiramente a Maria de Magdalena, de quem tinha expulsado sete demônios.(Mar. 16-9)

Seu amor a Nosso Senhor já tinha feito com que ela, após a morte do Salvador estivesse junto dEle também em Seu sepultamento. E, depois que a pedra foi rolada, "Maria Madalena e a outra Maria ficaram lá, sentadas diante do túmulo"(Mat. 27,61).  No que pensava ela ali sentada? Não se sabe. A certeza que se tem é que ela não pensava em si, pois, Seu Senhor era sempre o centro de suas cogitações.

"'Maria!' Ela voltou-se e exclamou: 'Rabôni!' (Jo 20,16)

Passou-se a sexta feira, passou-se o sábado.

"Depois do sábado, quando amanhecia o primeiro dia da semana, Maria Madalena, e a outra Maria foram ver o túmulo" (Mat. 28,1). Ela descobriu o túmulo vazio e ouviu dois seres angélicos anunciarem a Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ela seria a primeira testemunha da Ressurreição do Senhor e a primeira a ver Cristo mais tarde no mesmo dia quando o Mestre deu a ela a mensagem para entregar aos demais discípulos (João 20:1-18).

 
 

Depois disso, que sentido teria continuar vivendo nessa Terra? Após ter sido curada e os demônios terem sido expulsos por Jesus, Maria Madalena coloca-se a serviço do Reino de Deus, fazendo um caminho de discipulado, seguindo Nosso Senhor no amor e no serviço.

A partir deste encontro com Jesus Ressuscitado, Maria Madalena, a discipula fiel, continuou vivendo entre os apóstolos e discípulos, sendo um exemplo vivo das graças que o Senhor dispensou a ela, levando uma vida de testemunho e de luta por uma santidade maior.

A História de uma Virgem

A tradição nos conta que juntamente com a Virgem Maria e o Apóstolo João, ela foi evangelizar em Éfeso. Outra história, que desde muito corre no Ocidente, diz que ela viajou para Provença, França, com seus irmãos Marta e Lázaro com mais outros discípulos para evangelizar Gaul. Neste local ela passou 30 anos de sua vida na caverna de La Saint-Baume, nos Alpes Marítimos. Foi milagrosamente transportada, pouco antes de sua morte, para a Capela de Saint-Maximin, onde recebeu os últimos sacramentos da Santa Igreja. Ela foi enterrada em Aix. Em Vazelay, na França, todos afirmam que suas relíquias ali estão desde o século XI.

No Ocidente, o culto à Santa Maria Madalena propagou-se a partir do Século XII. Na arte litúrgica da Igreja ela é representada com longos cabelos, segurando uma jarra própria para guardar óleos perfumados. Sua festa é celebrada no dia 22 de julho.Quando rezamos a Ladainha de Todos os Santos encontramos o nome de Santa Maria Madalena como a primeira das invocações das Santas Virgens.

Isso não causa espanto a quem sabe que a Deus nada é impossível. É a beleza da contrição e do perdão. Aquele que é capaz de "transformar as pedras brutas em Filhos de Abraão", pode perfeitamente devolver a integridade a uma pecadora. E isso, sobretudo se ela arrependeu-se muito, se admirou muito, se amou muito. Como foi o caso dela. (Fonte: Bíblia Sagrada - Editora Ave Maria - São Paulo - 2008)

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Início da Semana Missionária da JMJ - Nova Friburgo


No dia 16 de julho de 2013, jovens provenientes de diversos países do mundo marcaram presença na Missa presidida por nosso Bispo Diocesano, Dom Edney Gouvêa Mattoso, no ginásio do Colégio Nossa Senhora das Dores, para a abertura da Semana Missionária, preparatória para a Jornada Mundial da Juventude.
A decoração do ginásio e o cortejo das oferendas da Celebração ficou ao encargo das Irmãs do Setor Feminino dos Arautos do Evangelho.
Em suas orações, pedem elas diariamente por todos os jovens de nosso Brasil e do mundo inteiro, e que correspondam ao singular chamado e missão que Deus reserva  a cada um.