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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

O cavaleiro que desejava ver Nossa Senhora

          Aconteceu na Idade Média, tempo dos cavaleiros. Um desses, muito devoto da Rainha dos Céus, desejava ardentemente contemplá-La. Certo dia um Anjo apareceu-lhe dizendo:
         - A Virgem Santíssima acolheu tuas preces. Amanhã virá visitar-te e assim poderás vê-La, mas com a condição de depois ficares cego.
         O cavaleiro respondeu com firmeza:
         - Com muito gosto perderia a visão, contanto que pudesse contemplá-La pelo menos uma vez.
         Depois disso, ele começou a pensar consigo mesmo que, se ficasse cego, não poderia mais ganhar a vida e se tornaria um infeliz mendigo. Por isso, resolveu olhar para Nossa Senhora apenas com um olho... No dia seguinte, apareceu-lhe a gloriosa Mãe de Deus e ele, tapando o olho esquerdo com a mão, pôde contemplar uma beleza e um esplendor como jamais havia imaginado. Entusiasmado, tirou a mão para admirar com os dois olhos, mas neste instante a visão desapareceu.
         Ficou cego só do olho direito e, com amargura, considerou-se um covarde. Durante muito tempo, rezou para conseguir a graça de contemplar novamente a Virgem Maria, até que um dia apareceu-lhe novamente o Anjo:
        - A Rainha do Céu te anuncia que virá novamente, dado que desejas tão ardentemente revê-La. Mas perderás teu olho esquerdo.
        - Isto mesmo, meu Anjo - respondeu o cavaleiro -. - Mil olhos que tivesse, feliz seria em perde-los todos para vê-La mais uma vez!
        No dia seguinte apareceu a Virgem Santíssima e, ao invés de tomar-lhe o olho bom, curou-lhe o que tinha ficado cego!

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Assunção de Nossa Senhora ao Céu

"Maria, semelhantemente a seu Filho, uma vez vencida a morte, foi levada em corpo e alma à glória celeste, onde, Rainha, refulge à direita de seu Filho, o imortal Rei dos séculos."
(Pio XII, Constituição Apostólica 'Munificentissimus Deus')



Após a subida de Jesus aos Céus, Maria devia passar ainda muitos anos na Terra.

Sem a presença visível de seu Divino Filho, Nossa Senhora devia exercer junto à Igreja recém-nascida, o papel de Mãe, que lhe havia confiado o Salvador. Era na Eucaristia que Ela encontrava consolação para as saudades enorme que sentia, desejando ardentemente reve-Lo.  Quanto mais se prolongava o exílio, mais aumentava o ardor de seus desejos! Soou, por fim a hora da bendita alegria e do triunfo, em que o próprio Divino Mestre veio buscá-la, para coroá-la nos Céus. Assim, a santa Mãe de Deus, por singular privilégio, subiu aos céus em corpo e alma. Esta extraordinária glorificação de Maria Santíssima, que a Igreja celebra no dia 15 de agosto.


Na festa da Assunção de Maria, vamos antes analisar o que é subir ao céu, o que é estar no céu em corpo e alma.


Deus em sua infinita misericórdia e bondade nos criou a fim de alcançarmos a eterna felicidade, ou seja, aquela que o próprio Deus goza. Mas quem sabe exatamente o que é esta palavra tão usada, conhecida e propagada = felicidade?

Se fosse possível a um martelo, ou uma agulha ter felicidade, esta consistiria no instante em que o martelo, que é feito para golpear o prego e fazer com que penetre, ou na madeira ou na parede, de modo que a =felicidade= do martelo se completaria no momento em que estivasse dando o golpe sobre o martelo.


O mesmo se diria da agulha se ela tivesse inteligência, já no momento quando o fio passasse no pequeno orifício e começasse a costurar a roupa, ia se completando a felicidade.

O mesmo se daria no mundo vegetal ou animal. Por exemplo, uma rosa, ela se pudesse, sentir-se-ia felicíssima quando fosse colhida e levada para o jarro, a fim de adornar uma mesa, um oratório, ou melhor ainda, uma capela. Quer dizer, a felicidade se dá, quando a finalidade para a qual aquele se realiza.


Todo ser humano foi criado para Deus, e é somente quando cumpre essa finalidade, na sua plenitude, é que alcança a verdadeira felicidade. Fomos criados para atingir esse objetivo e subir ao céu, como nossa Mãe e aí gozar da visão beatífica.



Assunta ao Céu: a suprema beleza de Maria

Vamos esclarecer alguns pontos à propósito deste mistério:

 1 - Por quê se diz assunção de Maria e, de Jesus diz-se Ascensão?

Porque a Jesus compete ter criado as forças para ascender ao céu, por isso se aplica a Ele o termo ascensão. Enquanto que com a Virgem Maria, a sua força depende da do Criador, está sujeita a Deus.

2 - Por outro lado é freqüente aparecer nas pinturas, esculturas representando Nossa Senhora sendo levada pelos anjos, quando subiu gloriosamente aos céus. Ora, há um inconveniente nessas representações, pois dão a entender que Ela não teria forças, por si só, para erguer-se ao céu; o que não é verdade. A teologia nos explica que Ela subiu por suas próprias forças, e não sustentada pelos Anjos.

Então, dizemos ter Maria, nossa Mãe, subido com sua própria força, porque a partir do momento em que se entra na visão de Deus, a alma unindo-se ao corpo, este se torna glorioso. É uma conseqüência inevitável. A glória do corpo vem da glória da alma, pois a alma é a forma do corpo, explica a teologia.

3 - Nossa Senhora subiu ao Céu com corpo glorioso. Este tem qualidades próprias. São qualidades do corpo glorioso: a agilidade (mover-se para todos os campos), ter impassibilidade (não estar sujeito à dor, doenças, etc.), ter subtileza (penetrar aonde queira) e ter claridade (fulgor, o esplendor da alma contagia o corpo).

Pela agilidade, em virtude da qual o corpo glorioso pode-se transladar com a velocidade do pensamento para onde queira, Maria Santíssima subiu ao céu por sua própria agilidade, sem necessidade de nenhum auxílio. Iam com Ela os Anjos da corte celeste, fazendo-Lhe guarda de honra, pois de ajuda não necessitava.

 Por que morreu a Mãe da Vida?

Em Maria Santíssima está a plenitude de graças e de perfeições possíveis a uma mera criatura. Segundo a bela expressão de Santo Antonino, "Deus reuniu todas as águas e chamou-as mar, reuniu todas as suas graças e chamou-as Maria". Desde toda a eternidade, o decreto divino estabelecia o singularíssimo privilégio de ser a Virgem Santíssima concebida livre da mancha original. Privilégio este próprio Àquela que geraria em seu seio o próprio Deus.

Essa morte de Maria, suave e bendita como um lindo entardecer, a Igreja designa pelo sugestivo nome de "dormição", para significar que seu corpo não sofreu a corrupção.

A Santíssima Virgem morreu de amor! São Francisco de Sales assim descreve esse sublime acontecimento:

"Quão ativo e poderoso (...) é o amor divino! Nada de estranho se vos digo que Nossa Senhora dele morreu, pois, levando sempre em seu coração as chagas do Filho, padecia- as sem consumir-se, mas finalmente morreu pelo ímpeto da dor. Sofria sem morrer, porém, por fim, morreu sem sofrer.

"Oh, paixão de amor!

O dogma


A verdade desta glorificação única e completa da Santíssima Virgem foi definida solenemente como dogma de Fé pelo Papa Pio XII, no dia 1º de novembro de 1950, com estas belas palavras:


"Depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, pronunciamos, declaramos e definimos que: A Imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial".

Ascensão de Nosso Senhor e Assunção de Maria


É comum haver certa confusão de conceitos a respeito da Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo e da Assunção de Nossa Senhora. O famoso teólogo Fr. Antonio Royo Marin elucida a questão:


Não é exata, portanto, a distinção que estabelecem alguns entre a Ascensão do Senhor e a Assunção de Maria, como se a primeira se distinguisse da segunda pelo fato de ter sido feita por sua própria virtude ou poder, enquanto a Assunção de Maria necessitava do concurso ou ajuda dos Anjos. Não é isso. A diferença está em que Cristo teria podido ascender ao Céu por seu próprio poder ainda antes de sua morte e gloriosa ressurreição, enquanto que Maria não poderia fazê-lo - salvo um milagre - antes de sua própria ressurreição.

Porém, uma vez realizada esta, a Assunção se verificou utilizando sua própria agilidade gloriosa, sem a necessidade do auxílio dos Anjos e sem milagre algum ("La Virgen María", pp. 213-214).

  
S. Roberto Belarmino exclamava: "Quem há, pergunto, que possa pensar que a arca da santidade, o domicílio do Verbo, o templo do Espírito Santo tenha caído em ruínas? Horroriza-se o espírito só com pensar que aquela carne que gerou, deu a luz, alimentou e transportou a Deus, se tivesse convertido em cinza ou fosse alimento dos vermes".

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Conheça algo mais sobre os Arautos do Evangelho

Integração Pais e Filhos


“É muito importante o trabalho das paróquias, como também o das diversas associações eclesiais, chamadas a colaborar como redes de apoio e como a mão estendida da Igreja, para o crescimento da família na fé.”
(Palavras de SS Bento XVI em seu dicurso em Valência, à 8 de julho de 2006.)

Sabendo que o convívio familiar comporta uma vocação à santidade e é um meio eficaz de transmitir a fé, a integração com a família é um dos pontos de honra de nossa evangelização. Freqüentemente promovemos momentos de convivência entre pais e filhos através da Celebração Eucarística, reuniões e animadas conversas, ocasiões estas em que todos saboreiam a tradicional pizza, especialidade da casa. Buscamos assim não só o fortalecimento da família na fé e a união com Cristo, mas espalhar uma semente de esperança e alegria que produza seus frutos na conturbada sociedade em que vivemos.


Natal celebrado por Dom Rafael na residência dos Arautos



Tudo depende do primeiro impulso...
Este ano de 2008 iniciou-se para o setor feminino dos Arautos do Evangelho em Nova Friburgo com o timbre das alegrias natalinas e a abençoada visita de nosso Bispo Diocesano D. Rafael Llano Cifuentes à nossa residência. Na celebração Eucarística, D. Rafael ressaltava o papel da alegria, da caridade e da esperança na vida de cada ser humano e a importância de sermos testemunhos vivos de Cristo, fonte de toda alegria. Na ocasião, cinco jovens fizeram sua primeira comunhão. Ao final da Santa Missa, nosso Bispo realizou a tocante cerimônia litúrgica de adoração ao Menino Jesus. Enquanto o coro entoava o Adeste Fideles e os fiéis osculavam a Imagem, Dom Rafael pronunciava a jaculatória: “O Menino já nasceu, vinde todos, adoremos!”


Uma apresentação musical feita pelas participantes do Projeto Futuro & Vida e um saboroso lanche fizeram parte da comemoração.


Apresentações natalinas nas Paróquias de Nova Friburgo


Por ocasião do Advento, o Setor feminino dos Arautos do Evangelho da cidade de Nova Friburgo visitou várias paróquias da diocese levando a todos a alegria do Natal através de apresentações musicais entremeadas de encenações e reflexões que preparavam as almas para a comemoração do nascimento do Menino Deus. Na ocasião, era oferecida ao sacerdote da Paróquia uma pequena lembrança: um presépio... Tendo presente as ofertas dos Pastores e dos Reis Magos ao Menino Deus, queríamos também oferecer-Lhe nossos dons. Ninguém melhor ali O representava do que o Sacerdote.

“Nesse tempo em que vivemos, de turbulência, violência e maldade, tudo isso estampado sobretudo na televisão... Concluímos neste momento: valeu a pena esta Santa Missa encerrando com essas canções de Natal, com a voz dessas meninas inocentes!...

Isso realmente invade nosso coração. E eu fico muito grato, e em nome da Paróquia agradeço a você, Da. Hélcia, e a toda a comunidade dos Arautos do Evangelho. Parabéns mesmo, do fundo do coração. Que Jesus abençoe, que Nossa Senhora lhes proteja. Que os anjos e santos intercedam por graças e bênçãos do Céu para vocês, para nós, e para todo mundo. Agora, uma salva de palmas...”
(Palavras do Mons. Antônio Stael, Pároco da Catedral e vigário geral da diocese, após a apresentação natalina na Catedral.)


Aula inaugural do Seminário da Diocese de Nova Friburgo-RJ


Dia 11 de fevereiro, festa de Nossa Senhora de Lourdes, realizou-se a aula inaugural do Seminário Diocesano da Imaculada Conceição, em Nova Friburgo-RJ. O tema “Fraternidade e Defesa da Vida” foi desenvolvido com muita eloqüência, clareza e profundidade pelo Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro, Dom Antônio Augusto Dias Duarte. Tendo como linha mestra de sua aula o Documento de Aparecida, entre outros aspectos, enfatizou o papel da defesa da família como um dos pontos fundamentais para a defesa da vida humana.




“Como se defende a vida humana em todos os instantes para realizar seu projeto enquanto pessoa?
Um lado fundamental: defender a família. No prisma de acolhimento, fortalecimento da pessoa humana, e não de individualismo. A defesa da vida começa com a defesa na família. Hoje em dia falta um investimento neste âmbito da vida humana, neste âmbito fundamental. Como se defende a vida se não se defende a família?(...) Como se vai defender a vida se as pessoas não têm coragem, mas tem uma visão mesquinha da vida e não conhece a hierarquia de valores?” (Palavras de Dom Antônio Augusto na aula inaugural).


Recebendo as indulgências da festa de Nossa Senhora de Lourdes na residência do Bispo diocesano




Os Arautos do Evangelho do setor feminino de Nova Friburgo tiveram a graça de receber as indulgências concedidas pelo Santo Padre neste 150º aniversário das aparições de Nossa Senhora em Lourdes na gruta da residência do Sr. Bispo diocesano, Dom Rafael Llano Cifuentes.