quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Pare, leia e maravilhe-se: A Assunção de Nossa Senhora



Quem seria capaz de imaginar a grandeza da Assunção de Nossa Senhora?  Leia abaixo alguns belíssimos comentários sobre este acontecimento, cuja solenidade a Igreja celebra no dia 15 de agosto.  
 
Imaginando como seria a reação dos apóstolos ali presentes, Dr. Plinio procura recompor tão grandiosa cena.

Hoje se comemora a Assunção  de Nossa Senhora, festa de todos os gáudios, do dia em que Nossa Senhora, ressurrecta, tendo abandonado sua condição mortal, sobe aos Céus levada pelos anjos. O Céu inteiro participou desta alegria.
Que reflexão convém fazer a respeito da Assunção de Maria Santíssima?

“Onde está o lugar para minha Mãe?”

 Imaginemos a noite de Natal. Ela continha um néctar, uma poesia, um encanto, propiciando um discernimento de espíritos por onde todo o mundo de certo modo sentia e conhecia a graça de Deus, pela qual Cristo descia como um orvalho do mais alto do Céu, ou seja, do claustro sacratíssimo de Nossa Senhora, e, sem transgredir a virgindade intacta e ilibada da Mãe, entrava nesta Terra. A Virgem teve um Filho e a Terra se extasiou.
É realmente uma maravilha. Mas depois acontece outra maravilha. É a obra-prima da Criação que vai entrar no Céu. O que houve no reino do criado de mais alto foi a humanidade santíssima de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele foi o primeiro a entrar no Paraíso, e no seu sulco foram as miríades de almas que estavam no limbo. Nunca teremos uma ideia suficiente nesta Terra a respeito da glória inimaginável da entrada de Nosso Senhor no Céu.
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Somos incapazes não só de descrever, mas de imaginar o que se passara no Tabor, quando o Divino Salvador ali foi glorificado. Pois bem, ao entrar no Paraíso, sua glória era incomparavelmente maior que a manifestada no Tabor. E a alegria dos habitantes do Céu não pode ser comparada com a dos que estavam no monte, vendo Nosso Senhor transfigurado, e pediam para fixar umas tendazinhas permanentemente.
E, no esplendor do Céu, tendo festejado na sua humanidade o encontro com o Pai e com o Espírito, depois de tomar gloriosamente assento — sua natureza divina nunca deixou o Céu —, por assim dizer, seu pensamento deve ter sido: Onde está o lugar para minha Mãe?
Imagino que Ele, então, começou a preparar tudo para o dia da Assunção de sua Mãe. Porque, depois da Ascensão, a maior festa do Céu foi inegavelmente a Assunção, durante a qual se poderia dizer que todo o universo estava numa alegria especial.

Explicitação das glórias existentes em Maria

Os Apóstolos, certamente, ficaram desolados com aquilo que a Igreja — mestra de todas as delicadezas — chama “dormitio Beatae Mariae Virginis”, a dormição da Santíssima Virgem Maria. Em português a palavra “dormição” não existe, exceto para se referir à morte de Nossa Senhora, a qual foi leve como um sono.
Logo depois da dormição, os Apóstolos, ainda desolados, veem Maria Santíssima que ressurge. Imaginemos que a Assunção tenha ocorrido no próprio Tabor.
Julgo que toda a glória existente em Maria Santíssima começou, então, a manifestar-se aos presentes, como outrora sucedera com Nosso Senhor no alto daquele mesmo monte.
Todas as bondades, toda a suavidade, soberania, todo o domínio, atrativo, a virginal intransigência e firmeza, n’Ela se afirmavam de um modo esplêndido, e iam misteriosamente reluzindo e acentuando-se. Tenho a impressão de que, quando isto se iniciou, as pessoas ali presentes lançaram exclamações, depois começaram a cantar e, por fim, o canto foi morrendo e, se assim se pudesse dizer, passou a zumbir, mas zumbir celestialmente, o silêncio de quem já não ousava dizer nada.
Até certo momento as pessoas ainda se entreolhavam; depois, como que esquecendo haver  outros perto delas, só olhavam para Nossa Senhora, a qual não cessava de manifestar sucessivamente quintessências de Si mesma. E tinham a impressão de que não era a Santíssima Virgem que ia subir, mas o céu desceria até Ela. Dir-se-ia que a cúpula celeste estava se tornando cada vez mais baixa e, se alguém estendesse a mão, tocaria com os dedos no azul!
Certamente, a isto correspondeu, em determinado momento, uma sensação de tal veneração e inferioridade, mas ao mesmo tempo de tal intimidade, que cada um sentia Nossa Senhora dentro da própria alma, tão meiga, afagante, recomponente, tonificante, reparadora, e Mãe.

“Embebidos” de Nossa Senhora...

                   Algo de muito profundo operou-se nas almas, onde a palavra de Deus penetra como um gládio com dois gumes. Ora, se lá entra a palavra de Deus, por que não penetraria o afeto da Mãe de Deus? E então todos se sentiam como que embebidos de Nossa Senhora, à maneira de um papel sobre o qual se põe azeite perfumado, e já não sabiam mais o que dizer.
                    Em certo momento, começam os ares a se mover e os ventos como que a tomar formas que flutuam de um modo singular; definem-se figuras angélicas em torno de Maria Santíssima e o céu se revela sucessivamente cheio de anjos que cantam.
               Ela havia chegado ao auge de seu esplendor, mas, para mostrar que supera todos os anjos, o aumenta ainda mais até o indizível, de maneira que os próprios anjos se tornam pálidos, em comparação com Nossa Senhora.
                   Os presentes acompanham com exclamações e não percebem que Ela perdeu toda a proporção com a Terra; é a hora da despedida...
Maria Santíssima começa a mover- se, a olhá-los com um afeto, procurando transpor uma distância cada vez maior, e eles sentem que a separação está acontecendo. E ao mesmo tempo se entristecem e se alegram, choram e se extasiam, sentem-se no Céu e na Terra do exílio. Eles vão prestando atenção nos anjos, devido a seus cantos cada vez mais indizivelmente belos.
                Em certo momento, eles verificam que Nossa Senhora tinha desaparecido no vértice dos anjos, os quais revoam e cantam mais algum tanto para consolá-los. Depois vão sumindo gradualmente...
                       Eles percebem, então, que estavam juntos, começam a se olhar e ficam quietos. De repente, um diz: “Vamos para casa?” E outro responde com voz suave: “Sim, pois já é tarde!” E começam a descer o Tabor. Caminhando, conversam entre si: “Lembra-se de tal coisa? Daquela cena? De tal outra beleza?” Quando dão acordo de si, estão todos cantando.
E, ao se despedirem, eles se perguntam: “Quando nos reencontraremos para continuar relembrando aquelas maravilhas?” E comentam: “Há um modo de nos encontrarmos:  sermos todos consoantes com Maria Santíssima. Ela estará conosco, e onde está Ela está Nosso Senhor.”
Como veem, não ousei descrever Nossa Senhora, mas sim a reação daqueles que olhavam para Ela. Não acredito que alguém tenha — pelo menos, não sinto em mim — talento ou capacidade para descrevê-La em sua totalidade. Quem julga possuí-los, se engana.
Lembro-me do expediente empregado por Dante Alighieri no canto último da Divina Comédia. Depois de ter percorrido todo o Céu, ele se apresenta a Deus, mas não ousa olhar para o Lumen Incriado, que está brilhando. Então volta sua vista para Nossa Senhora e, nos olhos d’Ela, ele vê o lumen de Deus. E, com o famoso hino final à Santíssima Virgem, Dante termina a Divina Comédia. Assim, é justo que olhemos para as almas daqueles que viram Nossa Senhora subir ao Céu, para vermos o reflexo d’Ela.
(Dr. Plinio Corrêa de Oliveira - Extraído de conferência de 15/8/1980)

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Colégio Arautos do Evangelho-Nova Friburgo visita a Fio Cruz



Neste início de segundo semestre, os alunos e professores do Colégio Arautos do Evangelho - Nova Friburgo fizeram uma interessante viagem cultural à Fundação Oswaldo Cruz, na cidade do Rio de Janeiro.


 Iniciaram a visita pelo Castelo da fundação. Ali tiveram uma verdadeira aula de história, muito bem dada pelas monitoras, sobre a cidade do Rio de Janeiro e o início da Instituição.





























Percorreram também uma trilha no local, conhecendo árvores nunca vistas, seu papel na natureza e curiosidades a esse respeito.
Finalizando o programa, passearam pelo jardim do Museu da Vida e testaram experimentos na linha de energia e som, presentes no local.












Histórico da Fio Cruz

A história da Fundação Oswaldo Cruz começou em 25 de maio de 1900, com a criação do Instituto Soroterápico Federal, na bucólica Fazenda de Manguinhos, Zona Norte do Rio de Janeiro. Inaugurada originalmente para fabricar soros e vacinas contra a peste bubônica, a instituição experimentou, desde então, uma intensa trajetória, que se confunde com o próprio desenvolvimento da saúde pública no país.
Pelas mãos do jovem bacteriologista Oswaldo Cruz, o Instituto foi responsável pela reforma sanitária que erradicou a epidemia de peste bubônica e a febre amarela da cidade. E logo ultrapassou os limites do Rio de Janeiro, com expedições científicas que desbravaram as lonjuras do país. O Instituto também foi peça chave para a criação do Departamento Nacional de Saúde Pública, em 1920.
Durante todo o século 20, a instituição vivenciou as muitas transformações políticas do Brasil.  Perdeu autonomia com a Revolução de 1930 e foi foco de muitos debates nas décadas de 1950 e 1960. Com o golpe de 1964, foi atingida pelo chamado Massacre de Manguinhos: a cassação dos direitos políticos de alguns de seus cientistas. Mas, em 1980, conheceu de novo a democracia, e de forma ampliada. Na gestão do sanitarista Sergio Arouca, teve programas e estruturas recriados, e realizou seu 1º Congresso Interno, marco da moderna Fiocruz. Nos anos seguintes, foi palco de grandes avanços, como o isolamento do vírus HIV pela primeira vez na América Latina.
Já centenária, a Fiocruz desenha uma história robusta nos primeiros anos do século 21. Ampliou suas instalações e, em 2003, teve seu estatuto enfim publicado. Foi uma década também de grandes avanços científicos, com feitos como o deciframento do genoma do BCG, bactéria usada na vacina contra a tuberculose. Uma trajetória de expansão, que ganhou novos passos nesta segunda década, com a criação de escritórios como o de Mato Grosso do Sul e o de Moçambique, na África. Um caminho que se alimenta de conquistas e de desafios sempre renovados.

domingo, 10 de agosto de 2014

Projeto Futuro e Vida em ação

Dois colégios municipais do bairro de Olaria, em Nova Friburgo, receberam nesta semana o Projeto Futuro e Vida: A Escola Municipal Prof. Messias Moraes Teixeira e a E. M. Dermeval Barbosa Moreira.
As apresentações musicais foram realizadas nos turnos matutino e vespertino, gerando interesse nos alunos de ambos os períodos.

Os assistentes puderam participar do sorteio de prêmios que o Projeto oferece. Além dos brindes, o Projeto por si beneficia a todos e leva alegria e cultura por onde passa. 

Country Club

No mês de agosto a natureza sempre fica mais bela em Nova Friburgo. Dias de sol, céu plenamente azul, ar fresco  e cerejeiras floridas em quantidade, trazem à cidade um sentimento de grande alegria.

Algumas jovens do setor feminino dos Arautos do Evangelho, aproveitando o período, estiveram visitando os jardins e lagos do Country Club. Seguem alguns momentos que foram registrados, onde o leitor poderá contemplar um aspecto da beleza de nossa cidade.

sábado, 9 de agosto de 2014

Primeiro Sábado de agosto em Nova Friburgo





           Continuando a atender ao pedido feito por Nossa Senhora em Fátima, os Arautos do Evangelho realizaram a devoção dos Primeiros Sábados do Mês neste mês de agosto, mês dedicado às vocações, na missa das 8h na Catedral de São João Batista, em Nova Friburgo.
            A Imagem Peregrina entrou em cortejo solene e no final da Santa Missa foi coroada em nome de todos os presentes pela Ir. Conceição, da congregação das Irmãs dorotéias.
           Após a Celebração Eucarística, os fiéis puderam meditar com os Arautos do Evangelho sobre o primeiro mistério luminoso: o batismo de Jesus no rio Jordão. Tema que fez cada um compreender a eficácia do batismo sacramental, trazido pelo próprio Salvador, dádiva gratuita a todos os que desejam, e que nos abre as portas do Céu.
             Por último, a comunidade reunida rezou os mistérios luminosos do rosário. Todos os que desejaram puderam receber o sacramento da reconciliação.