Mostrando postagens com marcador Prof. Plinio Corrêa de Oliveira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Prof. Plinio Corrêa de Oliveira. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Início das Aulas em 2016 no Colégio Arautos do Evangelho- Nova Friburgo


No primeiro dia do mês de fevereiro o Colégio Arautos do Evangelho-Nova Friburgo reiniciou suas atividades com alunos e mestres. Todos estavam de volta às aulas!

O primeiro dia letivo foi marcado pela Celebração Eucarística, presidida pelo Revmo. Pe. Lourenço Ferronatto, EP, realizada no pátio interno do Colégio.
 


Na homilia, Pe. Lourenço apontou a importância da confiança na ação da graça de Deus em todos os momentos do dia-a-dia, citando um trecho do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira: “Quando os homens resolvem cooperar com a graça de Deus, são as maravilhas da História que se operam (...)porque não há o que derrote um povo virtuoso e que verdadeiramente ame a Deus.” Se tivermos essa confiança na ação da graça, dizia o Pe. Lourenço, não há o que impeça o êxito do trabalho dos mestres e aprendizado dos alunos.

Após a santa Missa realizou-se uma procissão com o Santíssimo Sacramento por cada dependência do Colégio, pedindo a Nosso Senhor Sacramentado as bênçãos para todos os dias do ano.
 
 

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Pare, leia e maravilhe-se: A Assunção de Nossa Senhora



Quem seria capaz de imaginar a grandeza da Assunção de Nossa Senhora?  Leia abaixo alguns belíssimos comentários sobre este acontecimento, cuja solenidade a Igreja celebra no dia 15 de agosto.  
 
Imaginando como seria a reação dos apóstolos ali presentes, Dr. Plinio procura recompor tão grandiosa cena.

Hoje se comemora a Assunção  de Nossa Senhora, festa de todos os gáudios, do dia em que Nossa Senhora, ressurrecta, tendo abandonado sua condição mortal, sobe aos Céus levada pelos anjos. O Céu inteiro participou desta alegria.
Que reflexão convém fazer a respeito da Assunção de Maria Santíssima?

“Onde está o lugar para minha Mãe?”

 Imaginemos a noite de Natal. Ela continha um néctar, uma poesia, um encanto, propiciando um discernimento de espíritos por onde todo o mundo de certo modo sentia e conhecia a graça de Deus, pela qual Cristo descia como um orvalho do mais alto do Céu, ou seja, do claustro sacratíssimo de Nossa Senhora, e, sem transgredir a virgindade intacta e ilibada da Mãe, entrava nesta Terra. A Virgem teve um Filho e a Terra se extasiou.
É realmente uma maravilha. Mas depois acontece outra maravilha. É a obra-prima da Criação que vai entrar no Céu. O que houve no reino do criado de mais alto foi a humanidade santíssima de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele foi o primeiro a entrar no Paraíso, e no seu sulco foram as miríades de almas que estavam no limbo. Nunca teremos uma ideia suficiente nesta Terra a respeito da glória inimaginável da entrada de Nosso Senhor no Céu.
Ascencao_StaMariaMaggiore_Roma
Somos incapazes não só de descrever, mas de imaginar o que se passara no Tabor, quando o Divino Salvador ali foi glorificado. Pois bem, ao entrar no Paraíso, sua glória era incomparavelmente maior que a manifestada no Tabor. E a alegria dos habitantes do Céu não pode ser comparada com a dos que estavam no monte, vendo Nosso Senhor transfigurado, e pediam para fixar umas tendazinhas permanentemente.
E, no esplendor do Céu, tendo festejado na sua humanidade o encontro com o Pai e com o Espírito, depois de tomar gloriosamente assento — sua natureza divina nunca deixou o Céu —, por assim dizer, seu pensamento deve ter sido: Onde está o lugar para minha Mãe?
Imagino que Ele, então, começou a preparar tudo para o dia da Assunção de sua Mãe. Porque, depois da Ascensão, a maior festa do Céu foi inegavelmente a Assunção, durante a qual se poderia dizer que todo o universo estava numa alegria especial.

Explicitação das glórias existentes em Maria

Os Apóstolos, certamente, ficaram desolados com aquilo que a Igreja — mestra de todas as delicadezas — chama “dormitio Beatae Mariae Virginis”, a dormição da Santíssima Virgem Maria. Em português a palavra “dormição” não existe, exceto para se referir à morte de Nossa Senhora, a qual foi leve como um sono.
Logo depois da dormição, os Apóstolos, ainda desolados, veem Maria Santíssima que ressurge. Imaginemos que a Assunção tenha ocorrido no próprio Tabor.
Julgo que toda a glória existente em Maria Santíssima começou, então, a manifestar-se aos presentes, como outrora sucedera com Nosso Senhor no alto daquele mesmo monte.
Todas as bondades, toda a suavidade, soberania, todo o domínio, atrativo, a virginal intransigência e firmeza, n’Ela se afirmavam de um modo esplêndido, e iam misteriosamente reluzindo e acentuando-se. Tenho a impressão de que, quando isto se iniciou, as pessoas ali presentes lançaram exclamações, depois começaram a cantar e, por fim, o canto foi morrendo e, se assim se pudesse dizer, passou a zumbir, mas zumbir celestialmente, o silêncio de quem já não ousava dizer nada.
Até certo momento as pessoas ainda se entreolhavam; depois, como que esquecendo haver  outros perto delas, só olhavam para Nossa Senhora, a qual não cessava de manifestar sucessivamente quintessências de Si mesma. E tinham a impressão de que não era a Santíssima Virgem que ia subir, mas o céu desceria até Ela. Dir-se-ia que a cúpula celeste estava se tornando cada vez mais baixa e, se alguém estendesse a mão, tocaria com os dedos no azul!
Certamente, a isto correspondeu, em determinado momento, uma sensação de tal veneração e inferioridade, mas ao mesmo tempo de tal intimidade, que cada um sentia Nossa Senhora dentro da própria alma, tão meiga, afagante, recomponente, tonificante, reparadora, e Mãe.

“Embebidos” de Nossa Senhora...

                   Algo de muito profundo operou-se nas almas, onde a palavra de Deus penetra como um gládio com dois gumes. Ora, se lá entra a palavra de Deus, por que não penetraria o afeto da Mãe de Deus? E então todos se sentiam como que embebidos de Nossa Senhora, à maneira de um papel sobre o qual se põe azeite perfumado, e já não sabiam mais o que dizer.
                    Em certo momento, começam os ares a se mover e os ventos como que a tomar formas que flutuam de um modo singular; definem-se figuras angélicas em torno de Maria Santíssima e o céu se revela sucessivamente cheio de anjos que cantam.
               Ela havia chegado ao auge de seu esplendor, mas, para mostrar que supera todos os anjos, o aumenta ainda mais até o indizível, de maneira que os próprios anjos se tornam pálidos, em comparação com Nossa Senhora.
                   Os presentes acompanham com exclamações e não percebem que Ela perdeu toda a proporção com a Terra; é a hora da despedida...
Maria Santíssima começa a mover- se, a olhá-los com um afeto, procurando transpor uma distância cada vez maior, e eles sentem que a separação está acontecendo. E ao mesmo tempo se entristecem e se alegram, choram e se extasiam, sentem-se no Céu e na Terra do exílio. Eles vão prestando atenção nos anjos, devido a seus cantos cada vez mais indizivelmente belos.
                Em certo momento, eles verificam que Nossa Senhora tinha desaparecido no vértice dos anjos, os quais revoam e cantam mais algum tanto para consolá-los. Depois vão sumindo gradualmente...
                       Eles percebem, então, que estavam juntos, começam a se olhar e ficam quietos. De repente, um diz: “Vamos para casa?” E outro responde com voz suave: “Sim, pois já é tarde!” E começam a descer o Tabor. Caminhando, conversam entre si: “Lembra-se de tal coisa? Daquela cena? De tal outra beleza?” Quando dão acordo de si, estão todos cantando.
E, ao se despedirem, eles se perguntam: “Quando nos reencontraremos para continuar relembrando aquelas maravilhas?” E comentam: “Há um modo de nos encontrarmos:  sermos todos consoantes com Maria Santíssima. Ela estará conosco, e onde está Ela está Nosso Senhor.”
Como veem, não ousei descrever Nossa Senhora, mas sim a reação daqueles que olhavam para Ela. Não acredito que alguém tenha — pelo menos, não sinto em mim — talento ou capacidade para descrevê-La em sua totalidade. Quem julga possuí-los, se engana.
Lembro-me do expediente empregado por Dante Alighieri no canto último da Divina Comédia. Depois de ter percorrido todo o Céu, ele se apresenta a Deus, mas não ousa olhar para o Lumen Incriado, que está brilhando. Então volta sua vista para Nossa Senhora e, nos olhos d’Ela, ele vê o lumen de Deus. E, com o famoso hino final à Santíssima Virgem, Dante termina a Divina Comédia. Assim, é justo que olhemos para as almas daqueles que viram Nossa Senhora subir ao Céu, para vermos o reflexo d’Ela.
(Dr. Plinio Corrêa de Oliveira - Extraído de conferência de 15/8/1980)

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

A noite de Natal na Gruta de Belém


A noite de Natal na Gruta de Belém
Prof. Plinio Corrêa de Oliveira
 
 

Há meia-noite em que Nosso Senhor nasceu, quando se aproximava a meia-noite, Nossa Senhora estava em oração e São José também. Como seria essa oração de Nossa Senhora?

Alguém pode imaginar como seria essa oração de Nossa Senhora? Uma coisa admirável, Santíssima... Ela deveria estar no êxtase altíssimo, como talvez místico nenhum na Igreja jamais teria tido a não ser ela. Quando bate nos relógios dos anjos a meia-noite de um modo virginal sem dor nem sofrimento para ela, o menino Jesus vem ao mundo.

São José presencia tudo, em determinado momento ele tomado de veneração cada vez maior pela esposa, de adoração pelo Filho adotivo dele que estar para nascer, ele percebe que o mistério se passará que não é para os olhos dele. Ele baixa os olhos, baixa a cabeça, mas ele então sente que algo celeste está se passando. De Nossa Senhora, de Maria Virgem, virgem antes do parto, durante o parto e depois do parto nasce o menino Jesus.

Como Ele se apresentou para Nossa Senhora? Se para cada um Ele tem um aspecto, como o aspecto Dele para Ela? Aspecto Dele para São José, como era?

Evidentemente, eu creio não ser temerário afirmando, que para Nossa Senhora, que não tem comparação com nenhuma outra criatura, absolutamente fora de comparação e superior a tudo. Para Nossa Senhora Ele deve ter aparecido ao mesmo tempo com todas as majestades, com todas venerabilidades, todos os encantos, todas as doçuras e afabilidades que ele teve para com todos os homens, desde aquele momento até o fim dos tempos.

Era a Mãe Dele, e era Mãe concebida sem pecado original e que nunca na vida tinha deixado de dar uma correspondência perfeita a cada uma das graças únicas que ela tinha recebido. Podem imaginar como era a santidade Dela, podem imaginar como Ele queria Ela e como Ela queria Ele? É claro que Ela o viu e o entendeu completamente como ninguém antes e como ninguém depois, porque Ela o adorou totalmente. Adoração somada de todos os homens até o fim do mundo, adoração de todos os anjos não dava a adoração de Nossa Senhora.

Perto Dela São José, o filho de Davi, com Ela o descendente dos reis, homem casto, homem puro, homem que tinha passado por umas das maiores provações que houve na história da humanidade? O que foi a perplexidade dele? Terrível e admirável, homem que aí sofreu mais do que todos os mártires, mas que estava aí sabia que Aquele menino não era filho dele segundo a natureza, ele sabia, mas tinha um direito sobre Aquele menino, porque Nossa Senhora era verdadeiramente esposa dele, e como esposa dele ele tinha direito sobre o produto sagrado das entranhas Dela, de maneira que ele tinha como que um poder de pai sobre o menino Jesus. Ele apresentou ao menino Jesus, ali naquela noite, uma adoração altíssima, não era a adoração de Nossa Senhora. Se nós pudéssemos vê-lo,  vê-lo a São José adorando o menino Jesus naquela noite, nós talvez ficássemos instantaneamente santos, cada um de nós. Tal maneira ele era... Era esposo de Nossa Senhora, não tem mais o que dizer. Vocês querem honra maior do que ser esposo, o alter ego, ele mesmo esposo de Nossa Senhora? Não sei o que dizer, pai adotivo do Filho de Deus. O que dizer? Vocês podem imaginar o que nos viriam na alma só de ver por uma fresta dentro das pedras da gruta São José a rezar? Eu acho que qualquer um de nós podia se converter e dar num grande santo. Na realidade, entretanto, por mais, por mais que isso seja belo é verdade que se vissem Nossa Senhora, diria São José: Meu Pai, porque Vós sois Pai de todos os homens, meu Pai porque sois patriarca da Igreja Católica, meu Pai, eu vos digo com franqueza, vossa esposa ainda é incomparavelmente bela. Vendo-vos eu pensava chegar ao píncaro da minha imaginação e é verdade, vendo a Ela eu vi Aquela que a minha imaginação nunca imaginou, minha imaginação nunca tinha concebido, não sou capaz de conceber, nem se imagina, Ela é de uma perfeição inimaginável. Essa é ela, eu acho que eu só de ouvir, respirar e sentir seu coração sapiencial e imaculado pulsava mais forte porque ali estava o menino, só disso dava para nós nos convertermos.

Incalculável!

Pois bem, se é assim para Nossa Senhora, foi assim para São José em proporções menores é para todos os homens.