terça-feira, 25 de julho de 2017

Feira de Ciências - 2017

O Colégio Arautos do Evangelho-Nova Friburgo encerrou o primeiro semestre letivo com a Feira de Ciências – 2017, no dia 15 de julho.
Preparadas com dedicação por alunos e professores, as mais variadas experiências fizeram sucesso juntamente com atraentes murais de curiosidades da língua portuguesa, jogos de matemática e até astronomia.
Os pais e amigos viram satisfeitos os frutos de uma educação sólida e sadia, aliada à fé e à disciplina, e a desenvoltura daquelas adolescentes que iniciaram seu ano letivo com timidez, e, de modo admirável, já aprenderam a ir além!...
A explicação científica de cada aluna ela relacionada com uma lição moral para a vida, dando mais sabor a cada comentário.

Encerrada a feira, as alunas iniciam as férias. Período em que podem repor energias e preparar-se com entusiasmo para o segundo semestre que, em breve, lhes aguarda com atraentes novidades da educação no Colégio Arautos do Evangelho-Nova Friburgo.







segunda-feira, 24 de julho de 2017

Arautos com São Camilo de Lellis e Pastoral da Saúde

         No dia 14 de julho a Santa Igreja comemora a memória de São Camilo de Lellis. Sendo ele padroeiro da Pastoral da Saúde, realizou-se no Hospital Municipal Raul Sertã, em Nova Friburgo, a Santa Missa, organizada por essa mesma Pastoral e celebrada pelo Revmo. Pe. Edson Vianna.
Em sua homilia, Pe. Edson dirigiu palavras de ânimo aos membros da Pastoral, mostrando como sua vocação sacerdotal nasceu quando, ainda jovem, era membro da Pastoral da Saúde. Na visita a um enfermo desse Hospital, sentiu em si o chamado para ser sacerdote. Também os doentes presentes na Santa Missa foram acalentados com as bondosas palavras do celebrante, e puderam receber a Unção dos Enfermos ao final da Celebração.
Os membros do Setor Feminino dos Arautos do Evangelho tiveram a grata oportunidade acompanhar a Santa Missa com os cantos litúrgicos. 















                                                          

Conheça um pouco a história desse valente herói da Santa Igreja, São Camilo de Lellis : 
Um soldado dissoluto
Nascido em Bucchianico, Itália, no domingo de Pentecostes de 1550, teve a infância marcada pela piedosa formação de sua mãe, Camila Compellis. Acostumada ao governo da casa, devido às longas ausências do marido, Giovanni de Lellis, grande militar mercenário, ela sabia harmonizar a disciplina e a bondade na educação do filho.
Dotado de um caráter impulsivo e forte, o menino sentiu-se atraído desde pequeno pelo estilo aventureiro da vida do pai, capitão famoso por haver servido a vários reinos da Europa. Aos 17 anos, Camilo dirigiu-se a Veneza a fim de alistar-se na luta contra os corsários turcos.
Não muito tempo depois, encontrava o pai em Ancona, pois este também decidira lutar em Veneza. Mas, já idoso, Giovanni de Lellis foi tomado por uma grave doença e faleceu nos braços do filho, a meio caminho, antes que o pudesse levar de volta a Bucchianico.
Sentindo-se só — a mãe falecera alguns anos antes —, Camilo deixou- se arrastar pelos vícios do jogo e da bebida, tão comuns nos rudes ambientes soldadescos daquele então. Tornou-se um vagabundo e passou a viver do dinheiro que ganhava nas tabernas. Confessou, mais tarde, ter chegado a apostar sua própria camisa por nada mais possuir, sem, entretanto, jamais haver cedido à tentação do roubo. E afirmava, com gratidão, que Deus o preservara de cair no pecado da impureza.
Começou, nessa época, a sentir uma profunda dor na perna, na qual surgira uma chaga misteriosa que o acompanhou durante toda a vida e tornou-se um fator decisivo para sua conversão. Dela foi se tratar no conhecido hospital São Tiago dos Incuráveis, em Roma. Sem recursos para pagar as despesas, ofereceu seus préstimos como criado e ali teve o primeiro contato com o mundo dos enfermos. Contudo, acabou sendo expulso alguns meses mais tarde, devido a seu difícil temperamento.
Parcialmente curado, voltou a alistar-se como soldado e participou ainda de combates na Tunísia. No regresso para terras italianas, uma violenta tempestade surpreendeu sua embarcação perto de Nápoles. Ante o iminente risco de morte, fez o voto de vestir o hábito de São Francisco de Assis caso escapasse com vida. Passado o perigo, esqueceu-se da promessa, recaiu em seus inveterados vícios e seguiu perambulando pela
Itália.
Rendido ao amor infinito de Jesus
Esbanjou no jogo todos os seus bens e ficou reduzido a pedir esmolas às portas da catedral da Manfredonia. Vendo aquele jovem espadaúdo e robusto em tão miserável situação, um caridoso ancião, chamado Antônio di Nicastro, compadeceu-se dele e ofereceu-lhe o trabalho de operário no convento dos capuchinhos, onde se realizavam algumas obras. O ambiente de recolhimento e o trato bondoso ali recebido foram abrandando suas impetuosas paixões, tornando-lhe possível ordenar um pouco sua vida.
Contava 25 anos quando o enviaram a um convento vizinho para buscar certa quantidade de provisões recebidas de esmola. Era o dia de Nossa Senhora da Candelária, 2 de fevereiro de 1575. Caminhava ele ao lado da mula de carga do convento e esta empacou de repente. Após esgotar, debalde, todos os recursos para fazê-la recomeçar a marcha, pôs-se a gritar com a pobre besta, dizendo-lhe grandes desaforos, como se ela pudesse entender algo. Tudo em vão…
Aprouve a Deus conceder-lhe, neste momento, a graça de ver-se retratado no comportamento daquele animal irracional. Percebeu que da mesma forma tinha procedido ao longo de sua vida: de nada lhe adiantaram os ensinamentos religiosos recebidos de sua extremosa mãe, a sacudida na consciência em meio à tempestade ou a bondade do frei guardião, seus reiterados esforços para fazê-lo entender que nossa alma é um campo de batalha, onde só vence quem tem a autêntica valentia de render-se nas mãos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Assim como a mula se obstinava em permanecer imóvel, ele teimava em não se emendar!
Caiu de joelhos no meio da estrada poeirenta e, com mão trêmula, tirou do bolso um Crucifixo que lhe dera um tio há tanto tempo… Levantando- o à  altura do rosto, contemplou a “figura de seu Deus crucificado, suspenso e cravado na Cruz por amor a ele, para pagar o horrendo e terrível castigo merecido por seus inumeráveis pecados”.1 Com lágrimas de arrependimento e cheio de esperança, rendeu-se ao amor infinito de Jesus e, como o guerreiro que avança para a batalha, decidiu mudar de vida. “Camilo de Lellis soube inesperadamente e sem dúvida que era, afinal, um soldado verdadeiramente valente”!
“Por que te afliges, ó pusilânime?
Continua a empresa, que Eu te ajudarei”
Havia encontrado sua vocação!
De volta ao convento, transformado, pediu admissão na Ordem e tornou-se noviço capuchinho com o nome de frei Cristóvão. Seus irmãos de hábito o chamavam de “frei Humilde”,3 por seu  empenho em disputar o último lugar, ser o servo de todos e ocupar- se dos serviços mais penosos e  repugnantes. No entanto, a chaga de sua perna se agravava com o roçar do rústico tecido do hábito, e viu-se ele forçado a regressar ao hospital. Aparentemente recuperado, regressou ao convento  capuchinho e retomou a vida comunitária, mas a úlcera reapareceu com mais ímpeto, obrigando-o a desligar-se da Ordem.
Pela terceira vez internou-se no hospital São Tiago, em fins de 1579. Agora era outro homem,  desejoso de entregar-se por inteiro ao serviço dos doentes. E, desde então, até o dia de sua morte —  35 anos depois —, “toda a sua existência transcorrerá nos hospitais sem outro afã e outro desejo que  o de exercitar sua ardente caridade com os pobres enfermos”.4 Os administradores, edificados por  sua dedicação e considerando sua notável habilidade, o nomearam Mestre da Casa, cargo equivalente  ao de superintendente executivo.
Um prodígio veio confirmar o acerto desta escolha. São Camilo passara longas horas animando  um pobre homem, a quem seria amputada uma perna no dia seguinte. Quando o deixou, ele estava  tão bem disposto que adormeceu tranquilo. Na hora marcada para a amputação, os cirurgiões  constataram que a perna inexplicavelmente “estava curada de forma inesperada”.5
Foi quando despontou em sua alma o ardente desejo de congregar homens dispostos a dar assistência corporal e espiritual aos doentes, por puro amor a Deus, conscientes de que servi-los não  era senão servir ao Divino Salvador: estive “enfermo e Me visitastes” (Mt 25, 36). Havia encontrado sua vocação!
Uma companhia de heróis da caridade
Camilo começou por tentar recrutar alguns elementos entre os funcionários do hospital, mas estes se mostraram muito chocados com a ideia de uma  vida de tanta abnegação, sem lucro ou pagamento. Graças à força de seu bom exemplo e à crescente fama de suas virtudes, porém, conseguiu dar início a  uma pia associação com o objetivo de prestar assistência aos doentes. Religiosos e noviços de várias ordens religiosas, sobretudo da Companhia de Jesus,  vinham amiúde exercitar-se com ele nestas obras de caridade. Os padres jesuítas encaminhavam-lhe jovens nos quais discerniam vocação para este serviço.  O Santo os acolhia de braços abertos e os estimulava: “Irmãos, considerai que os enfermos são a pupila e o coração de Deus e o que fazeis para estes  pobrezinhos é feito para o próprio Deus”.
Sem embargo, Camilo aspirava a muito mais: formar uma companhia de heróis da caridade, que se dedicassem a servir os enfermos como uma terna  mãe. Passava noites inteiras em oração e se mortificava, implorando aos Céus ajuda para tal obra. Conseguiu reunir cinco varões de escol, os quais  prometeram segui-lo “na vida e na morte, na prosperidade e nas dificuldades”.7 Improvisaram num quarto do hospital um oratório, onde se reuniam para  manter acesa a chama do ideal. O santo Fundador “parecia um Serafim pelas ardentes exortações que lhes fazia”.
“Esta obra é minha, e não tua!”
Não obstante, aos homens chamados para as obras de Deus não lhes faltam tribulações. Certo dia, dando acolhida a calúnias invejosas, a  administração do hospital proibiu aquelas reuniões e mandou desmontar o oratório. Nesta mesma noite, cheio de aflição, Camilo passou longo tempo rezando diante do seu Crucifixo. Pedia uma inspiração, uma luz… Imerso nestas cogitações, adormeceu e viu a imagem do Divino Crucificado movendo docemente a  cabeça, a dizer-lhe: “Não temas, ó pusilânime. Segue adiante, que Eu te ajudarei e estarei contigo!”.
Acordou com a alma inundada de alegria! Relatou a visão aos companheiros e decidiram continuar a se reunir, em segredo, na capela do hospital.  Surgiram, todavia, novas e maiores dificuldades. Assaltou-o a dúvida sobre a realidade daquela visão noturna e, em consequência, da divina aprovação ao  instituto nascente. Cheio de dor, prostrou-se de novo diante do venerando Crucifixo. E eis que o Salvador desprende os braços da Cruz, os estende em sua  direção e repete com inefável doçura: “Por que te afliges, ó pusilânime? Continua a empresa, que Eu te ajudarei, pois esta obra é minha e não tua!”.10
Fortalecido por estas palavras, Camilo — que desejava ser sacerdote para exercer com maior eficácia seu apostolado — ingressou no Colégio Romano,  sendo ordenado algum tempo depois, aos 34 anos. Congregou, então, seu pequeno grupo e constituíram uma comunidade.
Seu modo de vida foi aprovado por Sisto V, em 1586, que deu à nova instituição o nome de Congregação dos Ministros dos Enfermos, a qual tomou como hábito uma capa negra ornada com uma cruz vermelha, portada sobre a batina clerical. Cinco anos mais tarde, Gregório XIV a elevou à categoria de ordem religiosa, com o nome de Ordem de Clérigos Regulares Ministros dos Enfermos. Mas não demorou muito a ficar conhecida como Ordem dos Camilianos, em referência a seu fundador e primeiro superior geral.
Entrega sem limite aos enfermos
Com inesgotável zelo, São Camilo e seus religiosos exerciam suas atividades sobretudo no Hospital do Espírito Santo, próximo ao Vaticano. Os  estabelecimentos de saúde da época deixavam muito a desejar em matéria de higiene, instalações e profissionais qualificados.
Pode-se imaginar o sofrimento dos doentes entregues aos cuidados de empregados mal remunerados e, com frequência, grosseiros. Além disso, eram  muitas vezes alojados em quartos onde a deficiente ventilação favorecia a proliferação dos vírus e o mau odor impregnava os ares. Era neste ambiente  repugnante à natureza humana, do qual todos procuravam fugir, que os camilianos passavam o dia inteiro, socorrendo com amor e alegria aqueles infelizes.
Sem se preocupar com a úlcera da perna nem
com outras doenças “passava longas horas
no hospital, cuidando dos enfermos”
O Santo Fundador também estendeu sua benéfica atuação junto aos encarcerados e aos  moribundos. Por mais fatigado que estivesse, seu ardor nunca diminuía e sua constância era o  maior incentivo para os outros darem mais de si. A valentia destes heróis da caridade brilhou mais  ainda por ocasião das pestes e epidemias que assolavam aquelas regiões. “Sem vacilar um  momento, vendo a morte dizimar suas fileiras, dedicavam-se em esgotantes jornadas a cuidar dos atacados pela peste”.
Sem se preocupar com a úlcera da perna sempre aberta nem com outras doenças que lhe causavam verdadeiro suplício, “passava longas horas no hospital, cuidando dos enfermos, quase sem dormir, com um regime alimentar suficiente apenas para, literalmente, não morrer de fome”.
Uma obra que hoje atua em 35 países
A promissora expansão dos camilianos por toda a Península Itálica abriu para o fundador outro front de combate: uma dura luta para consolidar e manter intacto o carisma da instituição. Com humildade e inabalável firmeza, fez valer seu carisma de fundador não só contra objetantes externos, mas também perante religiosos rebeldes da própria Ordem. Obtida a vitória nesta batalha, estava cumprida sua missão neste mundo e podia partir para receber a recompensa demasiadamente grande
(cf. Gn 15, 1).
E Deus não tardou a chamá-lo. Em meados de 1614, aos 64 anos de idade, viu-se obrigado a guardar o leito para recompor um pouco sua saúde minada por décadas de intensas atividades.  Entretanto, tomado de saudades de seus queridos doentes do hospital do Espírito Santo, e pressentindo que morreria em breve, almejava vê-los ainda uma vez. Quando o médico permitiu-lhe sair do quarto para respirar ar fresco, mandou seus filhos espirituais levarem- no ao hospital, onde, emocionado, percorreu as inúmeras fileiras de macas e leitos, despedindo-se de cada um. Todos choravam ao sentir seu carinho e paternalidade.
A Divina Providência ainda lhe pediu que sofresse uma longa e dolorosa agonia. Na noite de 14 de julho, quando o sacerdote rezava: “Mitis, atque festivus, Christi Iesu tibi aspectus appareat — Que o suave e alegre rosto de Jesus Cristo te apareça”, 13 sorriu e exalou o último suspiro.
Espalhou-se pela Cidade Eterna a notícia de seu falecimento e formou-se diante do convento uma multidão, desejosa de prestar-lhe uma última homenagem, de pedir uma graça, uma cura, uma conversão. Tal foi o alvoroço que a autoridade pública precisou intervir para organizar as filas e manter a ordem. Este soldado de Cristo enriqueceu a Santa Igreja com uma magnífica obra que hoje, 400 anos depois, atua em 35 países dos cinco continentes, fazendo brilhar junto aos doentes e necessitados a luz de sua heroica e valente caridade. Bento XIV o canonizou em 1746, e Leão XIII, em 1886, o declarou Padroeiro dos Enfermos e dos Hospitais, junto com São João de Deus. (Irmã Mary Teresa MacIsaac, EP; Revista Arautos do Evangelho, Julho/2014, n. 151, p. 32 à 35)

domingo, 9 de julho de 2017

Comunicado de Esclarecimento dos Arautos do Evangelho


http://www.arautos.org/secoes/arautos/atuacao/arautos-no-mundo/comunicado-de-esclarecimento-dos-arautos-do-evangelho-194486

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Primeiro Sábado de julho em Cordeiro-RJ


            No primeiro sábado de julho a Capela de Nossa Senhora Aparecida, em Cordeiro-RJ, novamente esteve cheia de fiéis para a realização da devoção do Primeiro Sábado do mês, pedido por Nossa Senhora em Fátima.
   A Santa Missa foi celebrada pelo Revmo. Pe. João Carlos, EP, que atua na cidade de Campos dos Goytacazes-RJ, e jovens do Setor-feminino dos Arautos do Evangelho acompanharam a liturgia com cantos.
       Como de costume, a Imagem Peregrina foi solenemente coroada no final da Celebração, e realizada a meditação de um dos mistérios do rosário.

     Os membros do Apostolado do Oratório estiveram presentes para esse abençoado momento, como o fazem todos os meses, para ali suplicar à Santíssima Virgem graças para essa missão.
  
Arautos do Evangelho

Arautos do Evangelho

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Cresce o Apostolado do Oratório

  

       O “Apostolado do Oratório” continua seu caminho com ardor, atuando para que mais e mais famílias recebam em seus lares a visita do oratório do Imaculado Coração de Maria e, assim, “perseverem em oração com Maria, a Mãe de Jesus.”
Neste último domingo de junho mais um Oratório foi implantado na Paróquia de Nossa Senhora da Guia, em Monnerat-RJ, totalizando cinco Oratórios nessa Paróquia e 150 famílias se beneficiando mensalmente dessa oportunidade.
A Santa Missa foi celebrada pelo Revmo. Pe. Lourenço Ferronatto, EP, e cantada pelo ramo feminino dos Arautos do Evangelho.

No final da Celebração a Imagem Peregrina foi coroada, e abençoado o Oratório que iniciaria a peregrinação num conjunto de 30 famílias.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Sagrado Coração de Jesus, eu confio em Vós!


A Santa Igreja celebra a festa do Sagrado Coração de Jesus na segunda sexta-feira após o dia de Corpus Christi.
O Apostolado da Oração da Catedral de São João Batista, juntamente com muitos fiéis, reuniram-se fervorosamente para a Missa das 16h, celebrada pelo Revmo. Pe. Marcus Vinícius Brito de Macedo, para ali fazer também sua fiel homenagem a esse coração que “tanto amou os homens mundo e por eles é tão pouco amado” (das aparições do Sagrado Coração de Jesus a Santa Margarida Maria Alacoque).

Em sua homilia, o Pe. Marcus incentivou a confiança nesse misericordioso Coração que nunca se fecha para o pecador, basta que a Ele façamos uma prece filial, em qualquer situação, e estará tudo resolvido.
Os Arautos do Evangelho-Setor Feminino acompanharam a Santa Missa com os cantos ao Sagrado Coração de Jesus.

Confiemos nesse Coração Sagrado, certos de que NUNCA sairemos desamparados.


domingo, 18 de junho de 2017

Qual o intuito do Sr. Andrea Tornielli ao atacar os Arautos do Evangelho? Criar um cisma na Igreja?

 São Paulo – Brasil (Sexta-feira, 16-06-2017, Gaudium Press)

Quem lê os artigos e livros do prestigioso vaticanista, Sr. Andrea Tornielli, pode regozijar-se com a recordação da figura pitoresca de um camaleão. Assim, suas publicações registram uma arguta capacidade de adaptar-se ao ambiente em que se encontra, para desenvolver a sua atividade: soube sorrir para João Paulo II, afagar o pontificado de Bento XVI e, ao mesmo tempo, preteri-lo discretamente, quando já andava de braços dados com Francisco…

Recentemente, o Sr. Tornielli publicou um artigo polêmico no blog Vatican Insider, do jornal La Stampa: “Arautos, a doutrina secreta: ‘Correa incentiva a morte do Papa'”. Considerando a conhecida característica camaleônica do articulista, duas questões despontam a partir desta publicação: quais são as suas pretensões? Para que ambiente ele antecipa uma adaptação?

É interessante observar que o autor ressuscita, através do mencionado artigo, antigas, muito antigas, denúncias contra o Professor Plinio Corrêa de Oliveira, relativas à veneração que muitos lhe prestavam em vida, bem como à devoção privada a sua mãe, D. Lucília. Agora, Mons. João Scognamiglio Clá Dias, fundador dos Arautos do Evangelho, é alvo dos mesmos ataques. Essas são acusações obsoletas, todas respondidas e devidamente refutadas conforme os ditames da mais estrita doutrina católica. 

Timeo hominem unius libri. É bem o que os leitores da imprensa católica são inclinados a concluir nestes momentos, sobre o conhecimento do Sr. Tornielli sobre o tema de seu artigo: estudioso de um só livro causa temor. O que não fica nada bem para um articulista desse porte… Vejamos por que.

Em primeiro lugar, poderíamos sugerir ao Sr. Tornielli voltar um pouco ao passado da instituição, por ele tão veementemente atacada, e deitar alguma atenção sobre uma obra publicada em 1985 – Servitudo ex Caritate – com o parecer do eminente teólogo Pe. Victorino Rodríguez y Rodríguez, OP. Nesse estudo, nunca replicado, o assunto da Sagrada Escravidão a Jesus, pelas mãos de Maria, bem como os vínculos espirituais entre o Prof. Plinio e seus discípulos, que ele menciona em seu artigo, foram completamente esclarecidos para o passado, para o presente e para o futuro.

E por que não ler, também, o livro Dona Lucilia, de 1995, com prefácio laudatório do Pe. Antonio Royo Marín, OP, reeditado em parceria com a Libreria Editrice Vaticana em 2013, também em língua italiana? Sua leitura teria sido suficiente para compreender que os fundamentos da devoção a esta grande dama brasileira estão baseados em sua vida de ilibada virtude e no bimilenar costume da Santa Igreja. Permita-nos dizer-lhe, Sr. Tornielli, que talvez seja conveniente rever as suas anotações do tempo de catecismo, pois antes mesmo de alguém ser canonizado, pede a Santa Madre Igreja que seja reconhecida sua fama de santidade.

E quanto à devoção a Dr. Plinio? Se lhe interessarem dados mais atuais, convidamos o Sr. Tornielli a fazer um dedicado estudo a uma obra recentíssima, de 2016, publicada em cinco volumes também pela Libreria Editrice Vaticana, com mais de 100 mil coleções impressas, sob o título “O dom de sabedoria na mente, vida e obra de Plinio Corrêa de Oliveira”. Nesse trabalho encontram-se detalhadas as origens históricas e o embasamento teológico desse tema, tratado de forma tão tendenciosa em seu artigo.
  
É verdade que surgiu, entretanto, diante do Sr. Tornielli, uma grande e insólita novidade: um vídeo privado, divulgado fora do contexto e superado pelo tempo, pois é velho de um ano e meio. Sendo ele de uso restrito da instituição, foi, entretanto, obtido de forma ilegal por um homem apaixonado no desafeto à TFP e aos Arautos – ele mesmo ex-membro da TFP -, casado com uma senhora, ex-membro da Opus Dei, que ocupam ponderada parte de seu tempo em atacar as entidades às quais pertenceram. Nesta fonte que o influente Sr. Tornielli foi buscar sua informação imparcial…
 Trata-se do registro de uma reunião de clérigos, reservada, que não implicou em nenhuma mudança de rumos nos Arautos do Evangelho, seja em seu relacionamento para com a Sagrada Hierarquia e a sociedade civil, seja na atuação com a imensa quantidade de aderentes do movimento. O objetivo do encontro registrado era, simplesmente, intercambiar impressões a respeito de determinados fenômenos preternaturais, num ambiente de amena e distendida intimidade. Mãos criminosas, ainda desconhecidas, resolveram divulgar seu conteúdo de forma malévola e inconsequente para um público que não tem, em sua grande maioria, conhecimentos teológicos suficientes para fazer a respeito do seu conteúdo um juízo aprofundado. Não era difícil, assim, criar confusão em suas mentes. Por outro lado, essas mesmas mãos não se interessaram, naturalmente, em divulgar as conclusões dessas análises.

Ora, por que o Sr. Tornielli não procurou os Arautos para obter um esclarecimento? Bem poderíamos dizer: timeo hominem unius factionis, tememos os homens da meia verdade, os homens parciais, aqueles que não sabem e não querem ouvir as duas partes.

Estará o Sr. Andrea Tornielli agindo sozinho? Isso não sabemos…



Mas podemos afirmar, analisado o artigo do renomado vaticanista e as circunstâncias mencionadas, a cega contribuição que ele está oferecendo no sentido de destruir aquela tão sonhada unidade que os Padres do Concílio Vaticano II quiseram levar adiante e que concretizaram três grandes homens: São João Paulo II, Bento XVI e Mons. João Clá. Eis um modo de arruinar a doutrina de um Concílio Ecumênico, e a dedicada ação de dois papas – um ainda vivo e entre nós – e de um Fundador, de quem um Prefeito da Congregação para os Religiosos, Cardeal Franc Rodé, disse ser a Igreja devedora!
Cui prodest? A quem aproveita esta atitude? O mundo católico está certamente perplexo: desta vez o camaleão apresenta tons tão surreais que, feitas as devidas ponderações, ainda continua suscitando perguntas acerca de suas variadas novas colorações:

– A quem representa o Sr. Andrea Tornielli?

– Pretende ele provocar um cisma na Igreja?

– Com que intenções?

Por fim, esclarecidas as inverdades e distorções, fazemos-lhe um convite para retornar às vias de um jornalismo culto, sério e ético. Os Arautos do Evangelho consagram a São José, padroeiro da Igreja, a própria defesa, na certeza de não serem desamparados pelo pai virginal de Jesus e castíssimo esposo de Maria. Sem prejuízo dos próprios direitos, estão eles dispostos a sempre acolher com benevolência a retratação dos caluniadores e a perdoalos sinceramente, pois não guardam qualquer ressentimento.

Arautos do Evangelho