segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Arautos do Evangelho no 90º aniversário da orquestra de Duas Barras-RJ


 
Por ocasião do 90º aniversário da orquestra sinfônica 8 de Dezembro de Duas Barras-RJ, as jovens do Setor Feminino dos Arautos do Evangelho de Nova Friburgo foram convidadas pelo maestro, Prof. José Cândido, a participarem da apresentação da banda cantando três músicas natalinas por ela executada: Adeste Fideles, Vamos todos à Porfia e Noite Feliz.   

Após uma apresentação instrumental dos músicos, o coral  entoou quatro canções natalinas. Após estas, o evento encerrou-se com a junção das vozes e da orquestra.

Concerto Natalino em Maricá-RJ


 
          No dia da Imaculada Conceição o coro das alunas do Setor Feminino dos Arautos do Evangelho iniciou o ciclo de apresentações natalinas com uma cantata em Maricá, diocese de Niterói. Após cantarem na Santa Missa, celebrada pelo Revmo. Pe. Jacinto, as jovens entraram em cortejo pelo corredor central entoando o hino “Cantáte Dómino”, de Handel.
Antes da apresentação, as jovens Arautos cantaram na Santa Missa

 
Os fiéis da igreja Nossa Senhora de Fátima acompanharam  com interesse e entusiasmo o momento do concerto em homenagem ao Menino Jesus. “Hoje pela primeira vez eu senti o que é o clima do Natal”, comentava uma senhora presente após a apresentação.


sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Menino Jesus leva consolo aos doentes


“Eu estive enfermo e fostes me visitar”

As jovens do setor feminino dos Arautos o Evangelho de Nova Friburgo visitaram, neste abençoado período de preparação para o Natal, cada setor e cada leito do Hospital  Municipal Raul Sertã.
 
 
 Levando uma cândida imagem do Menino Jesus e entoando canções natalinas pelos corredores, experimentaram a alegria que o próprio Cristo veio trazer à terra com seu nascimento, e que Ele transmite àqueles que procuram fazer Sua vontade.
A Pastoral da Saúde, de exemplar solicitude, conduzia as missionárias e, juntos, faziam uma oração por cada doente ali presente.
 
 
 
Que o Divino Infante nasça em cada coração neste Natal, levando consolo especialmente àqueles que a Ele se assemelham por trilhar as vias da cruz.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Passeio de férias: Visita à Cidade Maravilhosa

 

 
 

 

 
As alunas do Colégio Arautos do Evangelho-Nova Friburgo iniciaram seu período de férias com uma viagem inesquecível: à Fortaleza de Santa Cruz e ao Pão de Açúcar.



A Fortaleza de Santa Cruz, com seu complexo arquitetônico imponente e grandioso, causa a quem observa o impacto da altivez e o apaziguamento da beleza. Ali puderam elas conhecer parte da história de nosso País e contemplar e compreender a magnanimidade de Deus, cujo reflexo deixou marcado na natureza; a capela de Santa Bárbara, em estilo colonial, a visão do mar e do céu em eterno encontro e a sólida e perfeita construção, causa admiração e entusiasmo pela Providência Divina, que na natureza e na alma do povo brasileiro colocou brio e tamanhas maravilhas.
 
 
 
 
O Pão de Açúcar causou ainda mais admiração. A visão do alto da turística pedra permite uma visão indescritível da Cidade Maravilhosa. Após exclamações, um silêncio tomou conta das visitantes. Diz Santa Teresinha do Menino Jesus que “A oração é a elevação da mente a Deus”; não é possível estar diante de tantas maravilhas sem entrar em estado de oração.
 
 
 
Que essas férias tragam oportunidades de ainda maior aprendizado e conhecimento, cultural e espiritual.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Formatura 2013 - Colégio Arautos do Evangelho-Nova Friburgo


“Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé. Agora dai-me, Senhor, o prêmio de vossa glória”

Com essa bela frase, o apóstolo São Paulo nos incita a enfrentarmos com alegria os embates da vida para, no fim, conquistar a coroa da vitória. Nesse estado de espírito os alunos do Colégio Arautos do Evangelho-Nova Friburgo dedicam-se com real esmero durante todo o ano letivo. Realmente desejosos de crescer no saber, os estudos lhes são agradável tarefa.

Os estudantes escolhem, não poucas vezes, a Capela do Santíssimo Sacramento para fazer seus deveres escolares e é ali que, diante da Sabedoria Eterna, fixam com mais facilidade e alegria os conteúdos. A harmonia que cultiva-se nesse abençoado Colégio, deixa saudades ao chegarem as férias...

O fim do ano letivo é anualmente celebrado com solene cerimônia de formatura e festa de encerramento que, neste ano de 2013, deu-se dia 05 de dezembro na Igreja de Santa Edwiges, no Bairro Vale dos Pinheiros. A comemoração iniciou-se com a Santa Missa presidida pelo Revmo. Pe. Lourenço Ferronatto, EP, e cantada pelo coral do setor masculino dos Arautos. Após a Eucaristia, deu-se a colação de grau e confraternização.
 

Que Santa Teresa d’Ávida, Padroeira do Colégio, acompanhe a todos os que ali estudam ou trabalham, bem como àqueles que admiram e rezam por essa Obra.




 
 
 

 

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Milagres obtidos pelo uso devoto da Medalha Milagrosa

Maria concede graças em abundância aos devotos da Medalha Milagrosa. Usemos com devoção este presente enviado do Céu por Maria Santíssima!


         Era a tarde de 27 de novembro de 1830. Na capela das Filhas da Caridade, uma humilde noviça, Catarina Labouré, fazia sua meditação habitual quando lhe apareceu, pela segunda vez, a Santíssima Virgem, em sua deslumbrante beleza. Sóror Catarina contemplava extasiada a Rainha dos Anjos, enquanto esta — com as duas mãos estendidas, como se vê nas imagens de Nossa Senhora das Graças — olhava para o céu e, às vezes, voltava seu virginal olhar para a terra.
            Subitamente, os dedos da Celestial Aparição encheram-se de anéis ornados com pedras preciosas. De muitas dessas pedras partiam raios de luz que se alargavam e difundiam seu esplendor em todas as direções. Outras, pelo contrário, permaneciam apagadas, não saindo delas luz alguma. E a Mãe de Deus explicou: “Estes raios simbolizam as graças que Eu derramo sobre todas as pessoas que Me pedem. As pedras que não emitem raios representam as graças que as almas não Me pedem.
            É este um maternal convite que Nossa Senhora nos faz. Ela coloca uma quantidade incontável de graças, favores, ajudas à nossa disposição, convidando-nos a rezar e pedi-las.
            Nos depoimentos a seguir transcritos, encontramos alguns exemplos de pessoas que pediram e receberam. São eloquentes testemunhos de quanto Nossa Senhora da Medalha Milagrosa — cuja festa a Igreja comemora no dia 27 deste mês — está sempre pronta a atender todos quantos a Ela recorrem, jovens ou idosos, ricos ou pobres, grandes ou pequenos.

 “Este menino teve realmente meningite?”


            Eu estava super feliz quando de repente meu filho adoeceu e horas depois foi constatado que ele estava com meningite. Eu e meu marido ficamos desesperados, mas sem perder a fé.

            Permanecemos no hospital do dia 14 a 25 de dezembro de 2005. Nos três primeiros dias, o menino estava mal e isolado em um quarto comigo, pois, pelo fato de a doença ser contagiosa, não podíamos ficar na enfermaria de pediatria.

            Eu estava com a fé mais viva do que nunca. Recebi da minha irmã um pacotinho de presente e, quando abri, era o livro de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, com a medalhinha. Na mesma hora coloquei a medalha no pescoço do meu filho. E no dia seguinte ele já estava correndo pelo quarto, brincando de bola de papel!

            No final do décimo dia, os médicos comentavam: “Será que não houve algum engano? Este menino teve realmente meningite?”

            Meu marido e eu acreditamos que foi um milagre... Hoje meu filho está como antes, como se nada tivesse acontecido. Para mim, ele nasceu de novo. Obrigada, Jesus, mil vezes obrigada!

(R. C. M. C., Porto Firme - MG)

 

Fez a novena e ganhou a casa

 
            Venho comunicar-lhes uma graça alcançada através da Medalha Milagrosa.
            Recebi dos Arautos do Evangelho um livrinho narrando a vida de Santa Catarina Labouré, contento uma novena e uma Medalha. Li o livro e comecei a fazer a novena no mesmo dia. Mas tive uma incredulidade, pois me parecia impossível de ser realizado o pedido que eu estava fazendo: conseguir uma casa, de qualquer forma, ou seja, ganhando ou comprando.
            Quando terminou a novena, eu continuava um pouco incrédula, achando que meu pedido não podia ser atendido.
            Um mês após o término da novena, recebi a visita inesperada de uma sobrinha, que veio acompanhada de sua mãe, minha cunhada. Desconfiada a respeito dos objetivos da visita, perguntei-lhes se estavam precisando de alguma coisa e elas me responderam que não. Depois minha cunhada, sem fazer rodeios, começou a falar sobre uma casa que minha sobrinha havia ganhado de seu pai, e que gostaria de doá-la para minha família.
            A partir deste momento, não tive mais incredulidade, porque tudo é possível aos olhos de Deus! Por isso escrevi esta carta, porque não poderia deixar de comunicar a graça alcançada.
(J.D. A. H., Terra Roxa - SP)


Chocou-se de frente com um ônibus


            Meu filho é caminhoneiro, leva caminhões daqui para o Chile. Quando recebi a Medalha Milagrosa enviada por essa Associação, dei para ele usar na carteira.
            Numa dessas viagens, houve um terrível acidente: o caminhão chocou-se de frente com um ônibus, ocorrendo três mortes. Um colega de meu filho, que estava com ele no caminhão, ficou gravemente ferido, enquanto meu filho teve apenas uns pequenos arranhões no joelho. Graças à Medalha Milagrosa! Depois disso, nossa fé em Nossa Senhora aumentou muito. (C. H. D. V., Uruguaiana - RS)
 
O carro caiu no despenhadeiro


            Tenho grande devoção a Nossa Senhora da Medalha Milagrosa. Todas as manhãs, rezo um terço e a novena. Gostaria de transmitir a vocês um fato que, para mim, não tem outra explicação a não ser um milagre.
            Viajávamos tranquilamente, minha irmã e eu, num carro seguro, sem muita velocidade e com pouca chuva. De repente, o carro derrapou, capotou e caiu num despenhadeiro de mais ou menos cem metros. Não sei como, pois era um despenhadeiro íngreme, ele desceu apenas cinco metros e parou. Como o carro ficou muito inclinado, eu cuidadosamente fui abrindo a porta do meu lado. Com o mesmo cuidado, procurei afastar-me, com medo de que ele continuasse a cair.
            Chegando à estrada, fui socorrida por dois homens que passavam em uma caminhonete. Eles desceram rapidamente para salvar minha irmã, que ainda estava dentro do carro. Saímos desse acidente sem um arranhão no corpo. Estou relatando tudo isso porque me considero uma pessoa abençoada. (N. A. M., Florianópolis - SC)

 

Ela “não tinha cura”... mas ficou curada


            Recebi a Medalha Milagrosa e começamos a fazer a novena, minha filha e eu. Nós estávamos desesperadas, porque minha neta estava doente do pulmão e não tínhamos condições de pagar um médico para tratar dela. Passei então a Medalha para ela.

            Depois de alguns dias, conseguimos um médico. Foram feitos alguns exames, e ele disse que não tinha cura. Quando voltamos para outros exames, a menina estava curada! O próprio médico disse que essa cura só pode ter sido um milagre.

            Chorei muito, com minha filha, de tanto agradecer a Nossa Senhora. (M. N. C. N., Coqueiro - PA)

A medalha milagrosa e a conversão de Afonso Ratisbonne


A medalha milagrosa e a conversão de Afonso Ratisbonne

 
 

A conversão de um jovem banqueiro comoveu a Europa do
século XIX. É fascinante a narração desse portentoso milagre.
 
            Afonso Ratisbonne, aparentado à celebre família Rothschild, tinha 27 anos quando a Santíssima Virgem lhe apareceu e o converteu instantaneamente, em 20 de janeiro de 1842.
            Homem culto, rico e de fino trato, bem-relacionado nas altas rodas sociais, estava noivo de uma jovem de sua família. Tinha pela frente um futuro muito promissor.
            De passagem por Roma, visitou como turista ruínas históricas, numerosos monumentos e igrejas.
            Na véspera da partida, deveria fazer a contragosto uma visita ao Barão Teodoro de Bussières, irmão de um velho conhecido seu. Para livrar-se do incômodo compromisso, resolveu traçar em seu cartão de visita algumas palavras de mera formalidade e entregar ao porteiro. Este, porém, não entendendo bem a pronúncia do estrangeiro, introduziu-o amavelmente no salão e anunciou sua chegada ao dono da casa.
 
Apóstolo ardoroso e hábil
 
            Recém-convertido do protestantismo, Teodoro de Bussières, católico praticante e apóstolo ardoroso, não quis deixar escapar a oportunidade de conquistar essa alma para Deus. Recebeu com muita cortesia o visitante e habilmente conduziu a conversa de modo a fazê-lo discorrer sobre seus passeios pela Cidade Eterna.
            A certa altura, disse Ratisbonne: “Visitando a Igreja de Aracoeli, no Capitólio, senti-me tomado de uma emoção profunda e inexplicável. O guia, percebendo minha perplexidade, perguntou o que estava acontecendo e se eu queria me retirar”.
            Ouvindo isto, os olhos de Bussières brilharam de contentamento. Seu interlocutor, notando essa reação, apressou-se em frisar que tal emoção nada tinha de cristã. E ante o contra-argumento de que bem poderia ser uma graça de Deus, chamando-o à conversão, o israelita, contrariado, pediu para não insistir no assunto porque ele jamais se tornaria católico. “Você perde seu tempo. Nasci na religião judaica e nela morrerei!” — afirmou.
            A conversa tendia para a discussão. Em certo momento, Bussières teve uma singular idéia, que muitos certamente classificariam de loucura.
             — Já que você é um espírito tão superior e tão seguro de si, prometa-me levar ao pescoço este presente que vou lhe dar.
            — Vejamos. De que se trata? — perguntou Afonso.
            — Simplesmente desta medalha— replicou o Barão, mostrando-lhe a conhecida Medalha Milagrosa.
            Ratisbonne reagiu com surpresa e indignação, mas Bussières acrescentou, com bem calculada
frieza:
            — Segundo sua maneira de pensar, isto deve ser perfeitamente indiferente para você; e, aceitando usá-la, você me causará um grande prazer.
            — Está bem... Vou usá-la. Isto me servirá como um capítulo pitoresco de minhas notas e impressões de viagem — anuiu Afonso, escarnecendo da fé de seu anfitrião.
            Este colocou-lhe então no pescoço a medalha e, ato contínuo, propôs-lhe algo ainda mais inopinado: que, ao menos uma vez ao dia, ele rezasse a oração “Lembrai-Vos, ó piíssima Virgem Maria”, composta por São Bernardo.
            Ratisbonne recusou de forma categórica, julgando a proposta uma demasiada impertinência de Bussières. Mas este, impelido por uma força interior, insistiu. Apresentando-lhe a prece, pediu-lhe que a aceitasse e tirasse uma cópia de próprio punho, de modo que, como lembrança da visita, cada um ficasse com o exemplar escrito pelo outro.
            Para ver-se livre da importuna insistência, Ratisbonne cedeu, dizendo com ironia: “Está bem, vou escrevê-la. Você ficará com minha cópia, eu ficarei com a sua”.
 
O poder da oração
 
            Quando ele se retirou, Teodoro e sua esposa entreolharam-se em silêncio. Preocupados pelas blasfêmias proferidas por Afonso ao longo da conversa, pediram perdão a Deus por ele. Nessa mesma
noite, Bussières procurou seu íntimo amigo, o Conde Augusto de La Ferronays — católico fervoroso
e embaixador da França em Roma — para relatar o ocorrido e pedir orações pela conversão de Ratisbonne.
            “Tenha confiança — disse La Ferronays — se ele reza o ‘Lembrai- Vos’, a partida está ganha”. Ele próprio rezou com empenho pela conversão do jovem israelita, e há indícios de que tenha oferecido a vida nessa intenção.
            Quanto a este, chegando ao hotel, fatigado, copiou maquinalmente a prece sem quase lhe prestar atenção. No dia seguinte, surpreendeu- se ao notar o quanto as palavras dessa oração se apoderaram de seu espírito. Escreveu em seu relato: “Não conseguia defender-me. Elas me retornavam sem cessar. Eu as repetia continuamente”.
            Bussières entretanto — movido pela força interior que o levava a insistir, certo de que cedo ou tarde Deus abriria os olhos de Afonso — foi visitá-lo no hotel. Não o encontrando, deixou-lhe um convite para voltar à sua casa pela manhã. Este foi. Mas preveniu logo ao chegar:
            — Espero que não me venha com aquelas conversas de ontem. Vim aqui apenas para despedir-me. Parto esta noite para Nápoles.
            — Partir hoje? Jamais! Na segunda-feira haverá solene pontifical na Basílica de São Pedro, e você precisa ver o Papa oficiando.
            — Que me importa o Papa? Vou-me embora — retrucou Afonso.
            Bussières contemporizou, insistiu, prometeu levá-lo a outros lugares pitorescos de Roma e acabou convencendo-o a adiar a partida.
            E ei-los visitando palácios, igrejas, obras de arte. Embora, do ponto de vista da conversão de Afonso, as conversas entre ambos se mostrassem infrutíferas, o incansável apóstolo tinha a convicção íntima de que um dia ele seria católico, ainda que fosse preciso descer um Anjo do Céu para esclarecê-lo.
            Nessa noite, faleceu inesperadamente o Conde de La Ferronays.
            Bussières combinou encontrar-se com Ratisbonne na manhã seguinte, em frente à Igreja de Santo André delle Fratte. Quando este chegou, comunicou-lhe o falecimento do Conde e pediu-lhe que esperasse alguns minutos dentro da igreja enquanto ele iria à sacristia tomar algumas providências para as exéquias.
            O jovem ficou de pé no templo, olhando maquinalmente em torno de si, sem prestar atenção em nada. Não podia passar para o outro lado, devido às cordas e arranjos florais que barravam o corredor.
            Bussières retornou pouco depois e, de início, não conseguiu localizar seu amigo. Observando melhor, descobriu-o ajoelhado diante do altar de São Miguel, do lado oposto e bem distante do lugar onde o deixara. Aproximou-se e o tocou várias vezes, sem este se dar conta de sua presença. Finalmente, o jovem voltou-se para ele, com a face banhada em lágrimas, de mãos juntas, e lhe disse: “Oh! quanto esse senhor (La Ferronays) rezou por mim!”
 
“Eu a vi! Eu a vi!”
 
            Estupefato, Bussières sentia a emoção de quem presencia um milagre. Ergueu solicitamente Ratisbonne, perguntando-lhe o que ele tinha e aonde queria ir. “Leve-me para onde quiser; depois do que vi, eu obedeço” — exclamou este.
            Solicitado a explicar-se mais, ele não conseguia, mas tirou do pescoço a Medalha Milagrosa e osculou-a várias vezes. Apenas pôde dizer: “Ah, como sou feliz! Como Deus é bom! Que plenitude de graças e de bondade!” Com um olhar radiante de felicidade, abraçou seu amigo e pediu-lhe para trazer o quanto antes um confessor; perguntou quando poderia receber o Batismo, sem o qual, afirmava, não conseguiria mais viver. Acrescentou que nada mais diria sem autorização de um sacerdote. “O que tenho a dizer, só posso fazê-lo de joelhos”, declarou.
            Bussières levou-o logo à igreja dos jesuítas, onde o Pe. Villefort o induziu a explicar o ocorrido. Afonso tirou do pescoço a Medalha Milagrosa, osculou-a e mostrou- a ao sacerdote, dizendo emocionado: “Eu a vi! Eu a vi!”
            Em seguida, mais tranqüilo, relatou:
             “Eu estava havia pouco tempo na igreja quando, de repente, senti-me dominado por uma emoção inexplicável. Levantei os olhos. Todo o edifício desaparecera de minha vista. Apenas uma capela lateral tinha, por assim dizer, concentrado toda a luz. E no meio desse esplendor apareceu de pé sobre o altar, grandiosa, brilhante, cheia de majestade e doçura, a Virgem Maria, tal como está nesta medalha. Uma força irresistível empurrou-me para Ela. A Virgem fez-me sinal com a mão para que me ajoelhasse, e pareceu dizer-me: ‘Está bem!’ Ela não me falou, mas compreendi tudo.”
            O padre pediu-lhe mais detalhes. O feliz convertido acrescentou que pôde ver a Rainha dos Céus em todo o esplendor de sua beleza sem mácula, mas não conseguiu contemplar diretamente sua face. Por três vezes, tentou erguer a vista, mas só chegou a pousar os olhos sobre suas mãos virginais. Delas espargiam raios de luz em sua direção.
            Era o dia 20 de janeiro de 1842. Batizado com o nome de Afonso Maria, o jovem Ratisbonne renunciou à família, à fortuna, à situação brilhante na sociedade, e ordenou-se sacerdote. Faleceu em odor de santidade, após uma vida de intenso apostolado em Jerusalém.
            Quem visita a Igreja de Santo André delle Fratte, pode observar um grande e belo quadro de Nossa Senhora no local exato onde Ela apareceu e operou tão estupenda conversão. Os italianos dão-lhe o nome de Madonna Del Miracolo.